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sexta-feira, 8 de abril de 2011

♫ ESPECIAL 2: Entrevista com Ney Neto ♫



Olá Amigos, Colaboradores e Visitantes!!!

Vocês devem está achando estranho eu está postando seguidamente não? Devido a minha nada mole rotina, me limito a postar mensalmente, mas acontece que essa semana está sendo muito badalada hehe após a fantástica entrevista com Jim Stinnett, hoje teremos a honra de ler na integra a entrevista que fiz com o baixista brasileiro Ney Neto!

Ney Neto é um baixista brasileiro descendente de gregos (daí você já tem noção da musicalidade que ele traz nas veias), reconhecido internacionalmente, com gravações muito bem conceituadas pela crítica especializada e com um talento inconfundível.

Mas, além de todos esse adjetivos como músico, Ney Neto surpreende por seu jeito “parceiro” de ser. Isso mesmo! P-A-RC-E-I-R-O ! Ney Neto é uma pessoa altamente educada, prestativa e cordial. Atendeu o meu pedido de imediato. Ele também é muito humilde, tanto como personalidade quanto profissional e músico. Sem meios termos, falou abertamente daquilo que ele realmente é, sem se preocupar com rótulos ou titulações. Enfatizou a importância da humildade na profissão de músico e mostrou ser alguém sempre com a mente aberta para as novas nuances que surgem no cenário musical. Sem contar, que ele é um cara bem humorado, engraçado e divertido, e adianto logo, vou aproveitar alguns pensamentos dele para desenvolver artigos para o blog! Bom, agora abaixo, acompanhe a entrevista com Sir Ney Neto!!

Legendas: RR (Roberto Reis) NN (Ney Neto)


RR: Qual seu nome completo?


NN: Ai ai ai! Começamos com essa pergunta mesmo? rs

Bom, então vamos lá, vou revelar meu segredo para o Falandubaixo.

Sou descendente de gregos, meu nome completo é Joveneis Oscalices Neto. “Ney” foi um apelido natural, por ser mais fácil do que Joveneis.

É o apelido do meu pai também, que tem o mesmo nome que eu.

Por isso, Ney Neto. 



RR: Como, quando e com que idade começou sua carreira na música?


NN: Meu primo Thiago Martins tocava guitarra e violão, tocava covers de Metallica, Iron Maiden, Legião Urbana, Soul Asylum, Guns and Roses, Jimmy Hendrix, só rock n’ roll. Comecei aprender a tocar com ele, no começo dos anos 90. Aí, ele começou a compor umas músicas e quis formar uma banda chamada Black Pixies. A vaga que tinha era a de baixista, graças a Deus!


RR: Qual foi o primeiro instrumento que aprendeu?


NN: Comecei a arranhar o violão ainda muito novo, com 11 ou 12 anos, mas nunca levei esse instrumento muito a sério. Cheguei a gravar alguns discos de amigos tocando violão, mas na verdade o único instrumento que aprendi a tocar mesmo foi o baixo. O baixo é meu único instrumento. Até hoje apanho do violão, porque minha filha e minha esposa gostam que eu toque violão em casa, mas não estudo o instrumento.


RR: Por que decidiu ser baixista?


NN: Era a vaga que tinha na banda! Depois tive a sorte de ter uns três bons baixistas morando no meu bairro. Lembro dos primeiros slaps que eu aprendi a tocar, com um desses caras, chamado Mauricio Bittencourt!

Eu fiquei maluco com aquela sonoridade nova.

Eu morava no bairro do Tiguez, o luthier, e passava as tardes inteiras na oficina dele tocando e vendo os caras tocarem. Por ali passavam grandes músicos, e eu aprendia um pouco com todos.


RR: Quais são seus Bass Heros?


NN: O Jaco explodiu minha cabeça quando comecei a ouvir jazz, eu cheguei a chorar ouvindo o Jaco.

Mas muito antes disso, por volta de 1995 eu conheci o trabalho do Pixinga e foi ali que eu pensei: Preciso estudar esse negócio direito.

Eu já tocava na noite naquela época, apesar de bem jovem, mas quando vi o Pixinga foi como se eu conhecesse outro instrumento, porque até então eu nunca tinha pensado no baixo como instrumento solo.

Eu considero o Wake-up, do Celso, um dos melhores discos de contrabaixo da história, hoje tenho a felicidade de tocar ao lado do Pixinga, uma honra pra mim.

Teve também o Arthur Maia, que na mesma época lançou o disco Sonora. Como eu ouvia bastante o Gil e o Djavan, com quem o Arthur tocou na época do disco Malásia eu poderia dizer que o Arthur influenciou muito minha forma de pensar na condução do baixo.

Outro bass hero curiosamente é um cara que tem a mesma idade que eu. Sempre fui fã do trabalho dele e acabamos nos tornando grandes amigos e parceiros. Temos música escrita, gravada juntos, livros publicados e muitos projetos: Thiago Espírito Santo. Esse cara é pra mim um dos maiores talentos do contrabaixo mundial, tem uma técnica estarrecedora, muito bom gosto e um ouvido apuradíssimo.

O Thiago é um gênio.

Bom, além desses caras tem o Jeff Andrews, que não é todo mundo que conhece, mas que é um músico maravilhoso e tocou com Dave Weckl, Mike Stern e era baixista do Vital Information. Eu tive a honra de gravar junto com ele também. E pra fechar a lista tem dois caras que me fascinaram com a linguagem do baixo de seis cordas: Nico e John Patittucci.

Pessoalmente eu nunca ouvi muito o Miller, nem o Wooten, mas acho os caras fantásticos.


RR: Qual baixista mais influenciou sua maneira de tocar e enxergar a música?


NN: Na condução tem o Verdine White, do Earth Wind and Fire. Eu toquei muitos anos em bandas de baile, e curto muito o estilo do Verdine de groovar. Tem o Arthur também com grooves certeiros.

Acho o Marcelo Mariano o groove perfeito, consciente, maduro... aprendi muito ouvindo as gravações dele.

No slap tudo que sei fazer é “emprestado” do Pixinga. Eu nunca estudei as técnicas do Miller, Mark King nem do Wooten e não sei tocar double thumb. Tudo o que sei fazer é usar o efeito percussivo e hammer-nos e pull-offs que aprendi ouvindo e vendo o Pixinga. 100%!

O slap que eu gosto não é o mais técnico, curto o aquele que você ouve e pensa: “caramba, que hora imprevisível pra colocar uma nota!!! Que suingue!!!”

Já como solista eu adoro o Nico, Patittucci, Jaco, Thiago, mas esses caras estão num nível sobre-humano! Não consigo tocar como eles, então acho que meus solos se aproximam mais da linguagem do Jeff Andrews, com divisões mais baseadas em colcheias, frases típicas de be-bop, com arpximações cromáticas, notas de passagem. Não me considero um baixista virtuoso..


RR: Se não fosse baixista, que instrumento tocaria?


NN: Clarinete. Tentei aprender, desisti! Não tinha tempo pra me dedicar, acho até que eu dei minha clarineta de presente. Acho a sonoridade linda, especialmente as notas graves. Um dia gostaria de gravar um disco de baixo e clarinete.


RR: Se não fosse músico, qual seria sua profissão?


Produtor musical, hahaha... Adoro a produção executiva, ou então

produtor de shows, cuidar da logística toda.

Já fiz isso algumas vezes, mas gostaria de me aprofundar e conhecer mais sobre o tema. 



RR: Qual método não pode faltar na estante de um baixista?


NN: Difícil, são vários.

Mas acho que vou aproveitar essa pergunta pra deixar uma dica: músico profissional TEM que saber ler. Não entendo músicos talentosos que investem 5 horas por dia pra ficarem mais rápidos e virtuosos e não aprendem a ler uma partitura.

A leitura musical é uma linguagem universal. Eu sou grato a Deus por ter conseguido viajar ao redor do mundo tocando baixo, sei que nem todo mundo consegue realizar esse sonho, sou um privilegiado, mas eu relacionaria essa façanha ao fato de saber ler música.

Muitos trabalhos que fiz não seriam possíveis se eu não lesse música.

Então eu diria que os livros indispensáveis são a série Reading Bass clef, do Jim Stinnett, que pode ser encontrado no site www.stinnetmusic.com

É o melhor método que existe para leitura em clave de Fá.


RR: Qual é o segredo para ser um bom baixista?


NN: Trabalho organizado, focado e sério. Músico bom acorda cedo, caras de sucesso, além de tocar, fazem uma boa gestão de sua carreira.

O show pode até rolar à noite, mas os contratos são assinados de dia, em horário comercial. Conheci grandes instrumentistas que não trabalhavam quase nada, porque não estavam disponíveis no horário em que as coisas estão acontecendo. Ser músico é muito mais do que ser somente bom instrumentista. Quando você é músico, você é uma empresa.

Não adianta ter um bom produto e não ter uma boa gestão. Empresas assim quebram e param no meio do caminho.

Desculpe se eu ofender alguém com essas palavras, mas eu acho que existe uma hiper-valorização do virtuosismo, do “ser-solista”.

Baixo sem groove não vale de nada. Baixo é groove, pode ver que todos os bons solistas groovam muito também. Se você for ouvir o disco do George Benson chamado Songs and Stories vai encontrar um Marcus Miller que talvez nem reconheça, só groovando. Essa é a essência do baixo, o groove! Gravo muito porque tenho facilidade em construir grooves e levadas que funcionem em um arranjo.

O Thiaguinho por exemplo sola muito, mas tem um timming perfeito na hora do groove. Baixista tem que ter time, tem que carregar a banda, tem que pulsar, ter a “malandragem” de encaixar a nota, o silêncio.

Uma pausa no lugar certo vale mais do que mil notas!

E em último lugar acho que o baixista deve muito cedo entender qual a praia em que se dá melhor. Tocar de tudo é muito bom pra conhecer, ter experiência, mas acho que a sinceridade com seu som, seu estilo, suas limitações é parte da maturidade do músico.

Eu adoro jazz, mas não é minha praia tocar esse estilo. Então o que faço, escuto jazz, toco em jam com os amigos, faço um som, estudo, mas não trabalho com isso. Você nunca vai ver o Ney tocando no Mancini, porque tenho a humildade de reconhecer que eu seria um peixe fora d’água ali.

Mas ao mesmo tempo, eu sei aquilo que faço bem, e é nisso que foco minhas atividades profissionais. Depois, com as contas pagas, posso sair pra dar uma canja e tocar os cinco únicos standards que eu sei a harmonia de cor, entendeu? rsrsrsr

Mas antes de me dar esse luxo, durante o dia eu estudei, técnica, leitura, dei aula, escrevi método, gravei, produzi, fechei duas ou três gigs, workshops, falei com meus parceiros, ou seja: cuidei da minha empresa. Faço isso todos os dias.


RR: Se tivesse uma segunda chance de começar tudo do zero, o que mudaria?


Estudaria ainda mais, Ah! Teria uma vida mais saudável... hahahah

O estereótipo do baixista gordinho que come pra caramba é muito chato, queria fazer parte da linha dos músicos saudáveis... Acho que ainda dá tempo, vou fazer uma re-educação alimentar. É que às vezes penso que se eu emagrecer muito o baixo vai estranhar a nova aerodinâmica... rsrsr ... Brincadeira, mas tem uma mensagem séria aqui, queria ter uma vida menos corrida e mais saudável. 



RR: Sabemos que perdeu recentemente um grande amigo, o baixista Miqueas Santana. Como foi lidar com isso?


NN: Acho que nunca vou aprender a lidar com isso. Estive com o irmão do Mica agora há pouco, ele era nosso roadie. Não faltam lembranças e histórias alegres para contarmos. Mas ao mesmo tempo a dor e a saudade serão eternas. Ele se foi jovem demais, ainda tinha muita coisa pra fazer, era um cara muito musical. 



RR: Qual a sua mensagem para os baixistas e leitores do Blog Fala Baixo!?


NN: Quando você estiver tocando super bem, improvisando pra caramba, nunca caia na bobagem de se achar melhor que outro músico.

Sabe aquela coisa comum entre músicos: “pô, fulano não toca nada...” “beltrano é melhor que sicrano.” “o Genésio é mais rápido que o Jeremias...”

Então, pode ser que aquela carinha, que você acha que não toca tão bem quanto você, tenha viajado o mundo todo tocando, tenha mais de trezentas gravações, não se preocupe com as contas no fim do mês, tenha um super estúdio de gravação, seja sócio de uma escola de música, tenha tocado com grandes músicos, seja bem sucedido, e não esteja nem aí com sua opinião de “dono da razão e grande instrumentista”.

As aparências enganam muito.

Acho que a pior estupidez que um músico pode cometer é ficar se achando injustiçado porque PENSA que toca mais que outro cara e não tem as mesmas oportunidades, convites, endorsers. Acho que está na hora de parar de bobagem, abrir os olhos e perceber que a música vai além do play, está em como você se relaciona com a indústria, como se apresenta, quanto tempo investe em sua imagem, sua carreira.

Espero que centenas de baixistas iniciantes que estejam lendo essa matéria se tornem músicos profissionais, e mais que isso, que se tornem seres humanos do bem, sem rixa, picuinhas e inveja. Na música não tem lugar pra essas coisas. Não quero que sejam somente grandes improvisadores, mas que sejam grandes homens, pais de família, amigos, isso é ser músico! E ser músico é coisa séria, dá orgulho aos pais, não o contrário!

Bom meus amigos, mais uma entrevista que se transformou numa aula de profissionalismo, humanidade e personalidade! 


Muito Obrigado Ney Neto, que você continue sendo um espelho para nós baixistas que ainda temos muito a construir no "Mundo dos Graves"! Deus abençoe e proteja a você e toda sua famíla!

domingo, 3 de abril de 2011

♫ ESPECIAL: Entrevista com Jim Stinnet ♫

 
 
Olá a todos os meus parceiros, colaboradores e visitantes!

Hoje trago para vocês uma matéria especial. Hoje irei falar de um músico formidável, de um baixista fantástico e sem dúvidas, um ser humano admirável! Estou falando de Jim Stinnett, cidadão norte americano, professor da Berklee College of Music, já tocou com músicos como Jean-Pierre Rampal, Phineas Newborn Jr., Tal Farlow, Diane Schure, Ernie Watts, Red Garland, Ernestine Anderson, "Phish", John LaPorta, Roy Hanes, Mark Elf, Boston Philharmonic Orchestra, Roy Clark,Bob Hope, GodSpell. Jim também gravou com John Laporta, Greg Hopkins, Kenwood Dennard, Bill Pierce, Mick Goodrick, and Steve Rochinski. Além disso, Jim foi professor e formou músicos como: Mike Gordon, Steve Bailey, Gregg Bissonette, and Jeff Sipe. 
 

 Além do seu alto nível de conhecimento, teórico e prático, Jim Stinnett é exemplo de simplicidade e humildade. Muito educadamente, Jim Stinnett prontamente aceitou minha solicitação para realizar essa entrevista e ficou honrado com o convite. É muito difícil ver alguém que possui prestígio, fama e um nome bem forte na música ser tão amável e entusiasmado! Jim também é autor de muitos trabalhos bibliográficos, incluindo métodos famosos voltados para o ensino do jazz, leitura musical, harmonia, entre outros. Confira abaixo a entrevista feita com Jim Stinnett há poucas horas atrás! (03 de Abril de 2011)

Legendas: RR (Roberto Reis) JS (Jim Stinnett)

RR: Qual é o seu nome completo?

JS: James Harrison Stinnett

 
 
RR: Como você começou na música?

JS: Primeiro, eu aprendi a tocar guitarra com meu pai quando eu era muito jovem. Meu pai tocava música country todas as noites nos clubes. Depois de poucos dias tocando guitarra, ele me levou para suas gigs. Quando eu tinha 15 anos comecei a tocar baixo. Na minha casa havia sempre muita música enquanto crescia. Meu irmão e meus tios tocavam muito bem.


RR: Por que você escolheu o baixo? 


JS: Às vezes, quando tocava com meu pai e outros guitarristas, nós precisávamos de um baixista. Então, como eu era o mais jovem, fui escolhido para tocar baixo. Eu comecei usando o baixo do meu tio Raymond, que era um Precision Bass de 1959. Logo em seguida, eu já tocava com meu próprio baixo, um Gibson EBO de 1966. Rapidamente, comecei a gostar de tocar mais baixo do que guitarra. Eu tinha mais controle e segurança na música. Nessa época (estava no ensino médio) aprendi todas as músicas populares e tocava em gigs com meus amigos em bandas de rock. 
 

RR: Além do baixo elétrico, quais são os outros tipos de baixo que você toca?

JS: Na faculdade me apaixonei por jazz. Nos discos que eu comprava, a maioria dos baixistas estavam tocando baixo acústico. Então, com 19 anos eu comecei a aprender baixo acústico.Era muito difícil e dolorido para os dedos, mas eu amava! Desde então, eu toco baixo acústico. Estudei música clássica por 10 anos. Quase me tornei um músico de orquestra sinfônica. Meu pai era dono e trabalhava numa pequena loja de instrumentos musicais quando eu estava crescendo e eu tinha acesso a quase todos os tipos de baixos clássicos das décadas de 1950 e 1960.

RR: Qual é o segredo para ser um bom músico?

JS: Primeiro você deve amar praticar. Todo mundo deseja ser um grande músico, mas quem quer trabalhar e praticar para chegar até lá? Muitos de nós não somos talentosos o suficiente para sermos bem sucedidos sem praticar e fazer um trabalho árduo. Segundo, você deve ACREDITAR em si mesmo! Há muitos obstáculos ao longo do caminho. Somente sua fé irá manter você no caminho. Você acredita que chegará lá se você desistir? Geralmente as coisas ao nosso redor irão tentar nos derrubar. Você deve ACREDITAR NOS SEUS SONHOS!
 
 
RR: O que você mais diz para os seus alunos?

JS: Pratiquem! Tenha um bom professor e faça o que ele diz. Pratique. Sucesso é uma atividade planejada, não sorte.

 
 
RR: No geral, qual é a principal dificuldade que você observa nos seus alunos?

JS: Os alunos desejam ser bons, mas não querem pagar o preço por isso. Todo sucesso requer sacrifícios.


RR: Qual é a principal característica dos baixistas brasileiros?

JS: EXTREMAMENTE talentosos! Cheios de energia! Grande sensibilidade e musicalidade! PÉSSIMOS praticantes. Improvisam demais e esperam se tornar grandes músicos.


RR: Você prefere baixos de 4, 5 ou 6 cordas? 


JS: Haha, TODOS eles. Com 3, 2, e até 8 cordas. Eu uso diferentes baixos para diferentes tipos de estilos e ocasiões. Aprenda todos!


RR: Se você não fosse músico, o que você seria?

JS: Treinador esportivo.


RR: Se você tivesse outra chance, você mudaria alguma coisa?

JS: Eu pensaria mais alto. Eu não enxergava o potencial que eu tinha. Eu teria praticado MUITO mais. Eu teria aumentado minhas metas!


RR: Qual são as coisas mais importantes na sua vida?

JS: Minha família é muito importante para mim. Eu tenho uma esposa amável, Jamie, por 33 anos. Meus filhos, Jessie, Grant e Sarah, são pessoas maravilhosas, honestas, educadas, e grandes sonhadores. Eles são os melhores filhos do mundo, que eu poderia morrer hoje, um homem feliz e satisfeito.


RR: Você é um homem um profissional realizado e um homem feliz. Então, qual é o seu sonho atualmente?

JS: Algo GRANDE! Sonho em ensinar baixo para alunos do mundo inteiro. Quero ajudá-los a desenvolverem sua visão para a música e para sua realização pessoal. Eu sou muito afortunado por ter a habilidade de influenciar a vida das pessoas de uma forma positiva. Nós temos um pequeno grupo para baixistas que está se expandindo pelo mundo. Nós queremos ensinar mais pessoas como buscarem seus sonhos na música e de forma divertida.

Celso Pixinga é meu herói e mentor. Ele tem enriquecido vidas através da comunidade dos baixistas por 30 anos. Meu sonho quando crescer é ser como Celso Pixinga.



RR: Além de jazz, o que você tem escutado nos dias de hoje?

JS: Eu não tenho escutando muito jazz atualmente. Estou escutando algumas músicas pop. Também gosto dos conjuntos de baixistas que estão surgindo atualmente. Honestamente, eu tenho escutando mais os projetos e trabalhos que a nossa comunidade do contrabaixo tem feito. Eu dedico muito tempo compondo, fazendo arranjos, mixando, gravando, tocando. Então, isso é o que eu mais tenho ouvido.


RR: Para finalizar, qual é a sua mensagem para os baixistas brasileiros?

JS: Acredite que você possa ser bem sucedido. Esteja disposto para pagar esse preço. Todos nós iremos enfrentar desafios na vida. Você pode responder a essas dificuldades dizendo: “Eu não consigo fazer isso” ou você pode dizer: “Eu posso fazer isso”. A escolha é sua. Se você pensa que pode, ou pensa que não pode, você está certo.

Obrigado Roberto pela oportunidade de compartilhar meus pensamentos. É uma honra. 
 
Roberto Reis e Jim Stinnett (Novembro, 2009)

Bom, pessoal, vejamos que de uma simples entrevista, tivemos uma aula sobre a música mais difícil de tocar, a VIDA. Espero que guardem esses ensinamentos desse grande mestre e usem em suas vidas!

Deus abençoe abundantemente a todos nós!



Obrigado Jim Stinnet!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

♫ Como gravar em estúdio ♫



Saudações a todos meus colaboradores e amigos visitantes

Hoje irei abordar um tem muito importante para o músico que já está atuando profissionalmente, ou que, já está trabalhando em projetos musicais mais maduros e bem engajados.

Todo grupo musical ou artista solo ao se inserir na cena musical profissionalmente, obviamente pensa em registrar seu trabalho, que vão desde simples gravações, até gravações mais complexas como gravar um álbum, um vídeo clipe ou até mesmo um DVD.

Para quem nunca gravou em estúdio, algumas observações devem ser levadas em consideração:

PONTUALIDADE: Chegar atrasado para uma gravação não é nada profissional, pois é uma falta de respeito para com os outros músicos e com os profissionais do estúdio, e se você foi contratado como free lancer, redobre a atenção e planeje sua agenda para evitar essas gafes, pois o mercado está cheio de concorrentes esperando apenas um vacilo seu para tomar sua vaga;

TEMPO: Gravar em estúdio requer um investimento não tão barato, principalmente se você quer uma gravação com padrões elevados de qualidade. Então, mais uma vez, chegue no horário, e se possível, chegue antes, com pelo menos um hora de antecedência para reconhecer o local, para arrumar seus equipamentos, se familiarizar com o ambiente e conhecer as pessoas que ali trabalham. Lembre-se TEMPO EM ESTÚDIO É DINHEIRO;

EQUIPAMENTOS: Não vá gravar em estúdio sem seu equipamento, não conte com os equipamentos do estúdio, pois nunca se sabe se os equipamentos que lá existem são do seu agrado, se estarão regulados de acordo com o seu gosto e também lembre-se que podem não está disponíveis para você, e além disso, são cobradas taxas para que você possa usar equipamentos de estúdios, como baixos, guitarras, violões entre outros;

SEJA PROFISSIONAL:
Outro ponto a ser destacado é que você deve levar seus acessórios de suprimentos. Para os instrumentistas de cordas, levem jogos ou cordas extras, cabos, palhetas, afinadores, correias, suportes para instrumentos e estantes para partituras. Para bateristas e percussionistas, levem os seus pratos, bancos e seus componentes de Set Up, pois estará disponível apenas a estrutura principal da bateria ou do set de percussão. Lembrem-se ainda que TODO músico deve ainda levar caneta, marcador de texto, agenda, caderno, pasta com suas partituras ou cifras, e também não custa nada levar um lanche (rs);

SONORIDADE: Tocar em estúdio é completamente diferente de tocar no palco. Qualquer ruído oriundo da má execução do seu instrumento, por mais imperceptível que seja, irá gerar um resultado horrível na gravação. Por esta razão, estude técnicas de abafamento das cordas que não estão sendo usadas. Além disso, acostume-se com o uso do metrônomo, pois tenha em mente que um trabalho profissional segue padrões que estão em conformidade com a perfeita rítmica. Então se você ainda não aprendeu técnicas de abafamento ou não consegue tocar com metrônomo pense duas vezes antes de gravar em estúdio, para assim não arruinar o trabalho de alguém ou mesmo para não manchar seu trabalho;

INSTRUMENTOS: Para gravar em estúdio, utilize um bom instrumento e caso você não disponha de um, alugue um instrumento em condições perfeitas de uso, isto é, regulados, com encordoamento novo e principalmente com uma resposta sonora ótima. Para obter um bom som do seu instrumento, utilize cordas novas, no entanto, dou uma dica para os músicos. Eu costumo trocar as cordas dos meus baixos uns três dias antes de gravar, pois assim as cordas ficam “amaciadas” e também não ficam com aquele som muito metálico, que é característico de encordoamentos novos. Prefira cordas com tensões baixas e de calibres leves, mas isso na verdade é uma questão de gosto. Outra dica de ouro é sempre que possível, regule seu instrumento antes de gravar, para assim se obter um maior conforto para você e também evitar problemas de execução e ruídos como trastejamentos, ruídos da parte elétrica e mau contato. Utilize sempre microfones bons (para instrumentos acústicos sem captação) e bons cabos, de preferências cabos não muito longos, para evitar a perda de sinal e com cobertura de ouro nos plugues;

RESISTÊNCIA FÍSICA: Existem gravações que podem levar desde minutos á horas, dias, meses... Portanto, é necessário que você tenha uma boa resistência física para agüentar a maratona de gravação que pode se estender por horas. Tome cuidado com o aparecimento de calos nos dedos, pois isso pode comprometer suas gravações. Além disso, não abra mão de uma alimentação balanceada nos dias de gravação. Prefira alimentos leves, beba bastante líquido e use roupas adequadas ao ambiente do estúdio.

Bom, meus amigos espero que estas dicas sejam de grande serventia para quem começa suas atividades de gravação.


Um abraço a todos e fiquem na Paz de Deus!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

♫ Hip-Hop Coral ♫





Olá Pessoal, galera da Música!!!

Hoje vim dividir com vocês mais um vídeo que além de interessante, é muito engraçado. O vídeo acima faz parte do filme nacional chamado “Se eu fosse você”.

Neste vídeo, há uma apresentação de um coral onde uma mistura um tanto que inusitada resultou em algo bastante inovador e com um beat legal.

Para quem curte cinema, vale a pena conferir!

É, agora vou voltar ali pro meu Mario Bros hahahahahaha Jajá eu derroto o Bowser :P

Fui...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

♫ Song for Jozak ♫






Olá meus colaboradores,

Ainda em ritmo de férias, descanso e muita música, venho compartilhar com vocês um vídeo espetacular e muito genial de um trompetista americano chamado Adam Rapa.

A música tocada é um Jazz, chamado “Song for Jozak”, onde é notório a dinâmica musical, os arranjos dos metais, as mudanças rítmicas e de andamento, e principalmente, o que mais marca nesse vídeo é sem dúvidas os improvisos de Adam Rapa, que utiliza recursos admiráveis para realizar seus solos.

Logo que o vídeo se inicia, percebe-se uma melodia doce, calma e tranqüila, e por volta de um minuto e meio de vídeo há uma explosão de ritmos e swings que se revelam em maestria assim que Adam Rapa começa a executar seus solos e improvisos violentos usando uma surdina com efeitos de guitarra!!! É isso mesmo!!! Adam Rapa está usando distorções de guitarra em seu trompete...

Bom, para quem curte um bom jazz e uma música instrumental virtuosa, esse é o vídeo certo.

Agora eu vou voltar para as férias, por que férias são férias papito!

Até mais!!!