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quarta-feira, 13 de abril de 2011

♫ ESPECIAL 4: Entrevista com Bruno Migotto ♫



Fala Baixo! Galera!
Dando continuidade à nossa série de entrevistas que está em todas as paradas de sucesso rs, venho apresentar à vocês mais um músico muito bom. Ele é Bruno Migotto.
Conheci o Bruno no facebook, e após ler o blog (e segundo ele, gostou bastante hehe), decidi entrevistá-lo, pois merece está fazendo parte da comunidade dos baixistas que visitam e colaboram com o blog.
Bruno Migotto  é um músico consciente do seu papel  enquanto baixista e profissional, expressa com objetividade e clareza suas idéias e possui uma carreia musical sólida e bem calcada.
Foi uma honra entrevistá-lo e desde já agradeço enormemente a participação dele por aqui!
Obrigado pelo contato, pela educação e por sua presença  enriquecer nosso espaço! Valeu Bruno!!
Abaixo, acompanhe a entrevista com esse baixista fenomenal!

Legendas: RR (Roberto Reis) BM (Bruno Migotto)

RR: Qual o seu nome completo?

BM: Me chamo Bruno Rohwedder Migotto.
 
RR: Como começou na música?
BM: Eu sempre gostei de música e tive vontade de tocar, mas com 11 anos de idade ganhei meu primeiro baixo elétrico. E aí comecei a aprender teoria musical e tirar músicas de ouvido.

RR: Por que escolheu ser baxista?

BM: Na verdade, antes de ganhar meu primeiro baixo elétrico, eu queria ser baterista, mas morava em apartamento e não ia dar certo, ai minha mãe mandou eu escolher outro instrumento, e eu só sabia de uma coisa: Guitarrista eu não iria ser... então sobrou o baixo, como eu só ouvia rock n roll, só teria essas opções.


RR: Quais foram seus mestres no contrabaixo?
 
BM: Considero como meu unico professor de baixo até hoje o Gilberto de Syllos. Tive aulas com ele quando tinha uns 15 anos de idade e com ele foi que comecei a ouvir jazz e música brasileira. E aí tive meus mestres dos discos que comecei a ouvir. Dos baixistas eu cito Paul Chambers, Niels Pedersen, Ray Brown, Luizão Maia, Sizão Machado, Ron Carter, Dave Holland, Christian McBride, Avishai Cohen.

RR: Você toca baixo acústico e elétrico. Qual dos dois começou a estudar primeiro?
 
BM: Comecei a estudar o baixo acústico depois, com uns 19 anos.
 
RR: Quais são seus trabalhos atualmente?


BM: Tenho meu primeiro disco lançano em junho de 2010, chamado "In Set", gravei 7 composições e arranjos meus, com 6 amigos e músicos maravilhosos, que foram: Michel Leme, Alex Buck, Cássio Ferreira, Josué dos Santos, Daniel D'Alcântara e Jorginho Neto. Toco também com o guitarrista Djalma Lima, participo do disco "Djalma Lima Quinteto". Também participo do disco 5(quinto) de Michel Leme, com quem toco em diversas situações e formações. Sou baixista da Soundscape Big Band há 4 anos, e acabamos de gravar um novo disco que deve sair muito em breve, com novos arranjos e uma sonoridade bem diferente dos discos anteriores. Tenho um trio com o pianista Edson Sant'Anna e o baterista Alex Buck, onde tocamos temas nossos, alguns samba-jazz e coisas variadas, gravaremos o primeiro disco do trio no primeiro semestre de 2011. E recentemente gravei o disco "Ave Rara" da cantora Silvia Maria, os shows de lançamento acontecerão em breve, também no primeiro semestre de 2011. Toco também com Victor Biglione, Marco Lobo
 
RR: Num cenário tão  agitado, que é  a música, qual seria o grande diferencial de um baixista no meio profissional?
 
BM: Vou dizer para o caso de um baixista de jazz e música improvisada em geral (não vou dizer música instrumental, porque também tocamos com cantores em diversas situações) e que toque baixo elétrico e acústico. Acho muito importante se aprofundar na linguagem, e não existe jeito melhor para isso do que ouvindo os discos. Sempre se preocupando em tocar com suingue, ter um bom "time", com um bom som de baixo, afinado (no caso do baixo acústico), acho importante estudar com arco, estudar erudito, ajuda muito na parte técnica do instrumento. Ter repertório é muito importante, conhecer muitos "standards", ter uma boa leitura. Acredito que esses sejam pontos importantes para um baixista poder trabalhar em boas situações e o mais importante, fazer arte com tudo isso. Pois acredito que não nos tornamos músicos só pra poder ganhar uns cachês e sobreviver da música. Fazer arte é o foco pra mim, poder me expressar através da música.
 
RR: Qual disco/gravação mais influenciou você?
 
BM: Acho dificil dizer apenas um disco que me influenciou, pois passamos por várias fases e cada uma delas tem discos importantes.
 
RR: Diga um disco/gravação que você curte,mas tem aquela "vergonha" de admitir?
 
BM: Cara, eu gosto de muita coisa diferente, ja toquei de tudo e acho que tudo me influenciou de alguma forma, e tenho um carinho por alguns desses discos até hoje. Não sei citar um disco pra falar a verdade, mas posso te dizer que de Paulinho da Viola até Pantera, ouço muitas coisas diferentes.

RR: No contrabaixo elétrico, que técnicas você mais usa? (slap, tapping, two hands, double thumb, dead notes, pizzicato 3 dedos, etc.)

BM:  Já estudei algumas dessas técnicas no baixo elétrico, acho que tem músicos que conseguem usa-las de forma bem musical. Mas acho que todos que estudam esses tipos de recurso, deveriam se preocupar somente em ser musical, e não em ser mais rapido ou em impressionar com suas malabarices. Estamos falando de música, então acho que devemos fazer as coisas a serviço dela.
 
RR: Quais são seus principais trabalhos realizados?
 
BM: Tive o privilégio de conhecer músicos e pessoas maravilhosas até hoje, que acreditaram e investiram em mim. E o primeiro deles foi o baterista Bob Wyatt. Tive aulas de práticas de bandas com o Bob quando eu tinha 17 anos e ele sempre me ensinou muito sobre jazz, pra mim foi maravilhoso pois acho que ninguém poderia falar melhor do assunto do que ele. E com 20 anos entrei para o quarteto do Bob, ao lado de Djalma Lima e Edson Sant'Anna. Foi meu primeiro trabalho tocando baixo acústico, e depois desse as portas começaram a se abrir e comecei a trabalhar e tocar com músicos maravilhosos. E hoje tenho a oportunidade e o imenso prazer de tocar com músicos que foram e são minhas influências como: Vitor Alcântara, Edu Ribeiro, Fernando Corrêa, Michel Leme, Djalma Lima, Bob Wyatt, Cuca Teixeira, Wilson Teixeira, Arismar do Espírito Santo, Alex Buck, Sandro Haick, Daniel D'Alcântara, Edson Sant'Anna e muitos outros.

RR: No  baixo acústico, qual é a técnica que você emprega no uso do arco? (Alemã, Francesa ou Italiana)
 
BM: Uso o arco alemão. Mas uso mais em casa estudando, raramente me arrisco a levar o arco numa gig, a não ser que realmente tenha arranjos que usem o arco. Mas o pouco que ja estudei até hoje de arco, me ajudou muito pra tocar a música popular mesmo, recomendo a todos os baixistas acústicos estudar de arco, mesmo que não tenha pretenção em tocar erudito.
 
RR: Qual seria seu conselho de ouro para os baxistas?
 
BM: Sempre dei aulas também, sou professor do conservatório Souza Lima a 4 anos, dou aulas particulares e também em festivais. E realmente, o problema que mais vejo em um baixista que está interessado em tocar jazz e improvisar, é a linguagem. Tanto para acompanhar quanto para solar.
O baixo acústico é um instrumento que tem sua linguagem, e antes de mais nada, é esse instrumento que devemos mais ouvir e nos preocupar em soar parecido. Não adianta só aprender umas fórmulinhas pra fazer um walking bass, ou aprender um ostinato ritmico de samba usando tonica e quinta, e dizer que é um baixista de jazz. Acho muito importante ouvir os baixistas que construiram a história do contrabaixo, e tentar aprender e assimilar o jeito deles de conduzir e solar. Até hoje ninguém faz um walking bass como Paul Chambers, Ray Brown, Ron Carter, todos os baixistas que vieram depois, ouviram e assimilaram bem esses caras. E improvisando aparecem outros problemas. Vejo muitos baixistas preocupados em tocar frases "outsides", se preocupando em tirar frases de saxofonistas, guitarristas e etc. Acho muito interessante fugir um pouco do seu instrumento, para pegar idéias diferentes, mas antes disso, tem que conhecer bem a linguagem do seu próprio instrumento. Os baixistas que foram surgindo depois desses que citei, tocando de uma maneira muito mais livre e moderna, sem dúvida passaram pelo processo de aprender a linguagem do contrabaixo: Dave Holland, John Patitucci, Christian McBride, Avishai Cohen e muitos outros.

 
RR: Qual é o equipamento que você usa atualmente?
 
BM:  Uso um baixo acústico alemão, de aproximadamente 70 anos. Com captadores fishman full circle, uso um amplificador GK. Mas sempre que possível gosto de microfonar o baixo, pra ter o som real do instrumento. Baixo elétrico, uso um Gianinni modelo Rickenbacker, do ano de 76.
 
RR: Qual é a mensagem que você deixa para os visitantes, leitores e baixistas que acompanham o Blog Fala Baixo!?

BM: Queria agradecer e parabenizar o Roberto, pelo espaço dedicado aos baixistas. Espero realmente ter contribuido de alguma forma para nossa classe dos graves!
Gostaria somente de dizer que meu disco "In Set" está sendo distribuido pela tratore www.tratore.com.br e está nas lojas, ou então podem entrar em contato pelo contato@brunomigotto.com e solicitar o seu. Gravar um disco de música instrumental é sempre uma vitória, vamos divulgar e incentivar a música feita com o coração, sem interesses financeiros e/ou politicos.
Meu site é www.brunomigotto.com, e tem também algumas faixas do disco disponiveis no myspace.com/brunomigotto
É isso, mais uma vez, obrigado amigos leitores e baixistas!
Um grande abraço e nos vemos por aí nos sons!
Fiquem com Deus.

Espero que tenham gostado pessoal, um forte abraço, fiquem com Deus e até a próxima!


terça-feira, 12 de abril de 2011

♫ ESPECIAL 3: Entrevista com Alexandre Panta ♫



Olá Amigos, Visitantes e Colaboradores,

Realmente, esse mês de abril está literalmente B-O-M-B-A-N-D-O !!!

Após duas excelentes entrevistas, com músicos conceituados, hoje trazemos uma entrevista com um grande músico e baixista nacional.

Estou falando de Alexandre Panta. Músico profissional, baixista de duas banda, a citar um dos melhores covers do Dream Theater, além de ser professor e colaborador da revista Cover Baixo, onde escreve matérias e transcreve músicas e linhas de baixo.

Músico altamente versátil, domina várias técnicas de forma sólida. É também exemplo de dedicação e compromisso com a profissão.

Acompanhe abaixo a seguir, na íntegra, a entrevista realizada hoje com Alexandre Panta!

RR: Qual seu nome completo?

AP:Alexandre Pantaleão

RR: Qual foi o primeiro instrumento que aprendeu? 

AP: Comecei em um violão durante uns 3 meses mais já visando tocar baixo mesmo.

RR: Por que decidiu ser baixista?

AP:Olha foi uma situação bem engraçada no ínico lembro me que na época não havia nenhuma baixista entre nosso grupo de amigos e eu já tinha certa curiosidade pelo mundo dos graves, ai uni o “útil ao agradável” e comecei a pegar gosto pela coisa. A fixação por ter uma banda era tão grande que eu fazia os baixos no violão elétrico até comprar o meu primeiro baixo. Quando fiz os primeiros ensaios e entendi a função real do contra baixo me apaixonei pelo instrumento.

RR: Qual foi o primeiro contrabaixo que teve?

AP: Um Jeniifer beeeem fuleiro hehehe, na época foi uma realização pra mim.
RR: Qual baixista mais influenciou sua maneira de tocar?

AP: No inico meu herói sempre foi Steve Harris do Iron Maiden, verdade minha primeira banda foi um Maiden cover, de lá pra ca muitos nomes me influenciaram posso citar, Luis Mariutti, Jonh Myung, Felipe Andreoli na área do heavy metal, depois de alguns anos comecei a apreciar a praia do fusion com Marcus Miller, Victor Wooten, nosso saudoso Jaco Pastorius, Stu Hamm e Richard Bona. O fato que hj não tenho uma referência só e sim tento absorver um pouco de cada um deles.

RR: Além dos baixos de 4, 5 e 6 cordas, quais outros tipos de contrabaixo você?

AP:Gosto muito do fretless, é viciante tocar lo você não consegue mais largar.

RR: Se não fosse baixista, que instrumento tocaria?

AP: Olha tenho facilidade com violão e guitarra porém tenho uma fixação por saxofone, na verdade quero arrumar tempo pra começar umas aulas.


RR: Se não fosse músico, qual seria sua profissão?

AP: É complicado, minha vida é música e respiro isso de 10 a 14 horas por dia (aulas, ensaios, shows, etc). Gosto muito da área de esportes creio que ficaria entre educação física ou iria lutar MMA (sou viciado nessa coisa).

RR: Qual equipamento você usa atualmente?

AP: Music Man Sting Ray 5, Music Man Bongo 6, Shelter SXJB (com caps fender noiseless, ponte badass bass 2 e trsates Dunlop medium jumbo) e um Ibanez GSR 205 para aulas, ensaios e estudos em casa. Em relação a amplificadores uso dois sets ampeg sendo um com cabeçote SVT 3 pró com a caixa SVT Classic 4x10 e um Ampeg BA 115 (cubo).
Já nos pedais utilizo um equalizer, bass limiter e chorus todos da boss.

RR: Fale um pouco do seu trabalho atualmente.

AP: Desde de 2007 toco na banda Scenes from a Dream (Dream Theater cover), banda Doze (pop rock na noite paulistana) e além de baixista faço também a direção musical da cantora Monica Guedes que em breve sairá na turnê do seu primeiro trabalho de estúdio.


RR:Como você divide sua rotina de estudos?

AP: Olha tento ser o mais equilibrado possível, o próprio DT cover já é uma verdadeira “academia” para os dedos onde a cada show mudamos 80% o repertório e como são musicas longas e com muitas convenções eu acabo sempre com a mão em dia. Em relação a técnica de slap procuro desenvolver sempre em cima de algum repertório e estudos com o metrônomo. Estudo sempre no período da tarde e dou aulas de noite, tem dias que estudo 1 ou 2 horas e tem dias que acabo estudando até 4 horas (quando sobra mais tempo claro), mais nunca passo disso para não cair o rendimento em virtude do cansaço sempre falo para os meus aluno que o desgaste mental atrapalha mais que o desgaste físico na música.

RR:Você é um baixista com notável nível técnico. Já pensou em escrever um método?

AP:Gosto de enfatizar todas as técnicas, não me considero especialista em nenhuma delas mais procuro desenvolver com seriedade e limpeza de execução em cada tipo de técnica. Sobre métodos já pensei sim, tenho muita coisa aqui que desenvolvi para a Cover Baixo nesses 4 anos e meio fora o que desenvolvo para os meus alunos, o que falta mesmo e sentar, planejar, juntar tudo e desenvolver um cronograma específico para um método bem didático.


RR: Quais são suas próximas empreitadas no mundo da música?

AP:Pretendo trabalhar na parte de produção musical, estou começando a gravar em casa onde estou quando finalizando meu home estúdio, gosto muito de gravações e a longo prazo seguir só nessa área juntamente com as aulas claro. Adoro subir nos palcos é algo que me faz bem mais pretendo trocar os palcos pelo estúdio futuramente.


RR:Qual a sua mensagem para os baixistas e leitores do Blog Fala Baixo!?

AP: Quero agradecer primeiramente ao Blog Fala Baixo pelo espaço, e para vocês todos que pretendem viver de música sempre estejam com a técnica em dia e o principal, escutem de tudo, mais de tudo mesmo o preconceito musical te limita e tira sua versatilidade, um musico eclético desenvolve aguça mais sua percepção do que um músico bitolado. Um forte abraço a todos baixistas que seguem o Blog Fala Baixo! 
Agradeço ao Marcio Benedetti (BH Luthieria) e ao Nelson Donizeti (Magna Luthieria) não só pela parceria mais sim pela real amizade e consideração que tenho por esses dois caras.

Bom pessoal, esta foi mais uma magnífica entrevista com um baixista formidávil e um ser humano de coração muito bom! Agradeço a atenção, educação e a disponibilidade de Alexandre Panta por contribuir para o meu trabalho neste blog!

Fiquem com Deus e até a próxima!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

♫ ESPECIAL 2: Entrevista com Ney Neto ♫



Olá Amigos, Colaboradores e Visitantes!!!

Vocês devem está achando estranho eu está postando seguidamente não? Devido a minha nada mole rotina, me limito a postar mensalmente, mas acontece que essa semana está sendo muito badalada hehe após a fantástica entrevista com Jim Stinnett, hoje teremos a honra de ler na integra a entrevista que fiz com o baixista brasileiro Ney Neto!

Ney Neto é um baixista brasileiro descendente de gregos (daí você já tem noção da musicalidade que ele traz nas veias), reconhecido internacionalmente, com gravações muito bem conceituadas pela crítica especializada e com um talento inconfundível.

Mas, além de todos esse adjetivos como músico, Ney Neto surpreende por seu jeito “parceiro” de ser. Isso mesmo! P-A-RC-E-I-R-O ! Ney Neto é uma pessoa altamente educada, prestativa e cordial. Atendeu o meu pedido de imediato. Ele também é muito humilde, tanto como personalidade quanto profissional e músico. Sem meios termos, falou abertamente daquilo que ele realmente é, sem se preocupar com rótulos ou titulações. Enfatizou a importância da humildade na profissão de músico e mostrou ser alguém sempre com a mente aberta para as novas nuances que surgem no cenário musical. Sem contar, que ele é um cara bem humorado, engraçado e divertido, e adianto logo, vou aproveitar alguns pensamentos dele para desenvolver artigos para o blog! Bom, agora abaixo, acompanhe a entrevista com Sir Ney Neto!!

Legendas: RR (Roberto Reis) NN (Ney Neto)


RR: Qual seu nome completo?


NN: Ai ai ai! Começamos com essa pergunta mesmo? rs

Bom, então vamos lá, vou revelar meu segredo para o Falandubaixo.

Sou descendente de gregos, meu nome completo é Joveneis Oscalices Neto. “Ney” foi um apelido natural, por ser mais fácil do que Joveneis.

É o apelido do meu pai também, que tem o mesmo nome que eu.

Por isso, Ney Neto. 



RR: Como, quando e com que idade começou sua carreira na música?


NN: Meu primo Thiago Martins tocava guitarra e violão, tocava covers de Metallica, Iron Maiden, Legião Urbana, Soul Asylum, Guns and Roses, Jimmy Hendrix, só rock n’ roll. Comecei aprender a tocar com ele, no começo dos anos 90. Aí, ele começou a compor umas músicas e quis formar uma banda chamada Black Pixies. A vaga que tinha era a de baixista, graças a Deus!


RR: Qual foi o primeiro instrumento que aprendeu?


NN: Comecei a arranhar o violão ainda muito novo, com 11 ou 12 anos, mas nunca levei esse instrumento muito a sério. Cheguei a gravar alguns discos de amigos tocando violão, mas na verdade o único instrumento que aprendi a tocar mesmo foi o baixo. O baixo é meu único instrumento. Até hoje apanho do violão, porque minha filha e minha esposa gostam que eu toque violão em casa, mas não estudo o instrumento.


RR: Por que decidiu ser baixista?


NN: Era a vaga que tinha na banda! Depois tive a sorte de ter uns três bons baixistas morando no meu bairro. Lembro dos primeiros slaps que eu aprendi a tocar, com um desses caras, chamado Mauricio Bittencourt!

Eu fiquei maluco com aquela sonoridade nova.

Eu morava no bairro do Tiguez, o luthier, e passava as tardes inteiras na oficina dele tocando e vendo os caras tocarem. Por ali passavam grandes músicos, e eu aprendia um pouco com todos.


RR: Quais são seus Bass Heros?


NN: O Jaco explodiu minha cabeça quando comecei a ouvir jazz, eu cheguei a chorar ouvindo o Jaco.

Mas muito antes disso, por volta de 1995 eu conheci o trabalho do Pixinga e foi ali que eu pensei: Preciso estudar esse negócio direito.

Eu já tocava na noite naquela época, apesar de bem jovem, mas quando vi o Pixinga foi como se eu conhecesse outro instrumento, porque até então eu nunca tinha pensado no baixo como instrumento solo.

Eu considero o Wake-up, do Celso, um dos melhores discos de contrabaixo da história, hoje tenho a felicidade de tocar ao lado do Pixinga, uma honra pra mim.

Teve também o Arthur Maia, que na mesma época lançou o disco Sonora. Como eu ouvia bastante o Gil e o Djavan, com quem o Arthur tocou na época do disco Malásia eu poderia dizer que o Arthur influenciou muito minha forma de pensar na condução do baixo.

Outro bass hero curiosamente é um cara que tem a mesma idade que eu. Sempre fui fã do trabalho dele e acabamos nos tornando grandes amigos e parceiros. Temos música escrita, gravada juntos, livros publicados e muitos projetos: Thiago Espírito Santo. Esse cara é pra mim um dos maiores talentos do contrabaixo mundial, tem uma técnica estarrecedora, muito bom gosto e um ouvido apuradíssimo.

O Thiago é um gênio.

Bom, além desses caras tem o Jeff Andrews, que não é todo mundo que conhece, mas que é um músico maravilhoso e tocou com Dave Weckl, Mike Stern e era baixista do Vital Information. Eu tive a honra de gravar junto com ele também. E pra fechar a lista tem dois caras que me fascinaram com a linguagem do baixo de seis cordas: Nico e John Patittucci.

Pessoalmente eu nunca ouvi muito o Miller, nem o Wooten, mas acho os caras fantásticos.


RR: Qual baixista mais influenciou sua maneira de tocar e enxergar a música?


NN: Na condução tem o Verdine White, do Earth Wind and Fire. Eu toquei muitos anos em bandas de baile, e curto muito o estilo do Verdine de groovar. Tem o Arthur também com grooves certeiros.

Acho o Marcelo Mariano o groove perfeito, consciente, maduro... aprendi muito ouvindo as gravações dele.

No slap tudo que sei fazer é “emprestado” do Pixinga. Eu nunca estudei as técnicas do Miller, Mark King nem do Wooten e não sei tocar double thumb. Tudo o que sei fazer é usar o efeito percussivo e hammer-nos e pull-offs que aprendi ouvindo e vendo o Pixinga. 100%!

O slap que eu gosto não é o mais técnico, curto o aquele que você ouve e pensa: “caramba, que hora imprevisível pra colocar uma nota!!! Que suingue!!!”

Já como solista eu adoro o Nico, Patittucci, Jaco, Thiago, mas esses caras estão num nível sobre-humano! Não consigo tocar como eles, então acho que meus solos se aproximam mais da linguagem do Jeff Andrews, com divisões mais baseadas em colcheias, frases típicas de be-bop, com arpximações cromáticas, notas de passagem. Não me considero um baixista virtuoso..


RR: Se não fosse baixista, que instrumento tocaria?


NN: Clarinete. Tentei aprender, desisti! Não tinha tempo pra me dedicar, acho até que eu dei minha clarineta de presente. Acho a sonoridade linda, especialmente as notas graves. Um dia gostaria de gravar um disco de baixo e clarinete.


RR: Se não fosse músico, qual seria sua profissão?


Produtor musical, hahaha... Adoro a produção executiva, ou então

produtor de shows, cuidar da logística toda.

Já fiz isso algumas vezes, mas gostaria de me aprofundar e conhecer mais sobre o tema. 



RR: Qual método não pode faltar na estante de um baixista?


NN: Difícil, são vários.

Mas acho que vou aproveitar essa pergunta pra deixar uma dica: músico profissional TEM que saber ler. Não entendo músicos talentosos que investem 5 horas por dia pra ficarem mais rápidos e virtuosos e não aprendem a ler uma partitura.

A leitura musical é uma linguagem universal. Eu sou grato a Deus por ter conseguido viajar ao redor do mundo tocando baixo, sei que nem todo mundo consegue realizar esse sonho, sou um privilegiado, mas eu relacionaria essa façanha ao fato de saber ler música.

Muitos trabalhos que fiz não seriam possíveis se eu não lesse música.

Então eu diria que os livros indispensáveis são a série Reading Bass clef, do Jim Stinnett, que pode ser encontrado no site www.stinnetmusic.com

É o melhor método que existe para leitura em clave de Fá.


RR: Qual é o segredo para ser um bom baixista?


NN: Trabalho organizado, focado e sério. Músico bom acorda cedo, caras de sucesso, além de tocar, fazem uma boa gestão de sua carreira.

O show pode até rolar à noite, mas os contratos são assinados de dia, em horário comercial. Conheci grandes instrumentistas que não trabalhavam quase nada, porque não estavam disponíveis no horário em que as coisas estão acontecendo. Ser músico é muito mais do que ser somente bom instrumentista. Quando você é músico, você é uma empresa.

Não adianta ter um bom produto e não ter uma boa gestão. Empresas assim quebram e param no meio do caminho.

Desculpe se eu ofender alguém com essas palavras, mas eu acho que existe uma hiper-valorização do virtuosismo, do “ser-solista”.

Baixo sem groove não vale de nada. Baixo é groove, pode ver que todos os bons solistas groovam muito também. Se você for ouvir o disco do George Benson chamado Songs and Stories vai encontrar um Marcus Miller que talvez nem reconheça, só groovando. Essa é a essência do baixo, o groove! Gravo muito porque tenho facilidade em construir grooves e levadas que funcionem em um arranjo.

O Thiaguinho por exemplo sola muito, mas tem um timming perfeito na hora do groove. Baixista tem que ter time, tem que carregar a banda, tem que pulsar, ter a “malandragem” de encaixar a nota, o silêncio.

Uma pausa no lugar certo vale mais do que mil notas!

E em último lugar acho que o baixista deve muito cedo entender qual a praia em que se dá melhor. Tocar de tudo é muito bom pra conhecer, ter experiência, mas acho que a sinceridade com seu som, seu estilo, suas limitações é parte da maturidade do músico.

Eu adoro jazz, mas não é minha praia tocar esse estilo. Então o que faço, escuto jazz, toco em jam com os amigos, faço um som, estudo, mas não trabalho com isso. Você nunca vai ver o Ney tocando no Mancini, porque tenho a humildade de reconhecer que eu seria um peixe fora d’água ali.

Mas ao mesmo tempo, eu sei aquilo que faço bem, e é nisso que foco minhas atividades profissionais. Depois, com as contas pagas, posso sair pra dar uma canja e tocar os cinco únicos standards que eu sei a harmonia de cor, entendeu? rsrsrsr

Mas antes de me dar esse luxo, durante o dia eu estudei, técnica, leitura, dei aula, escrevi método, gravei, produzi, fechei duas ou três gigs, workshops, falei com meus parceiros, ou seja: cuidei da minha empresa. Faço isso todos os dias.


RR: Se tivesse uma segunda chance de começar tudo do zero, o que mudaria?


Estudaria ainda mais, Ah! Teria uma vida mais saudável... hahahah

O estereótipo do baixista gordinho que come pra caramba é muito chato, queria fazer parte da linha dos músicos saudáveis... Acho que ainda dá tempo, vou fazer uma re-educação alimentar. É que às vezes penso que se eu emagrecer muito o baixo vai estranhar a nova aerodinâmica... rsrsr ... Brincadeira, mas tem uma mensagem séria aqui, queria ter uma vida menos corrida e mais saudável. 



RR: Sabemos que perdeu recentemente um grande amigo, o baixista Miqueas Santana. Como foi lidar com isso?


NN: Acho que nunca vou aprender a lidar com isso. Estive com o irmão do Mica agora há pouco, ele era nosso roadie. Não faltam lembranças e histórias alegres para contarmos. Mas ao mesmo tempo a dor e a saudade serão eternas. Ele se foi jovem demais, ainda tinha muita coisa pra fazer, era um cara muito musical. 



RR: Qual a sua mensagem para os baixistas e leitores do Blog Fala Baixo!?


NN: Quando você estiver tocando super bem, improvisando pra caramba, nunca caia na bobagem de se achar melhor que outro músico.

Sabe aquela coisa comum entre músicos: “pô, fulano não toca nada...” “beltrano é melhor que sicrano.” “o Genésio é mais rápido que o Jeremias...”

Então, pode ser que aquela carinha, que você acha que não toca tão bem quanto você, tenha viajado o mundo todo tocando, tenha mais de trezentas gravações, não se preocupe com as contas no fim do mês, tenha um super estúdio de gravação, seja sócio de uma escola de música, tenha tocado com grandes músicos, seja bem sucedido, e não esteja nem aí com sua opinião de “dono da razão e grande instrumentista”.

As aparências enganam muito.

Acho que a pior estupidez que um músico pode cometer é ficar se achando injustiçado porque PENSA que toca mais que outro cara e não tem as mesmas oportunidades, convites, endorsers. Acho que está na hora de parar de bobagem, abrir os olhos e perceber que a música vai além do play, está em como você se relaciona com a indústria, como se apresenta, quanto tempo investe em sua imagem, sua carreira.

Espero que centenas de baixistas iniciantes que estejam lendo essa matéria se tornem músicos profissionais, e mais que isso, que se tornem seres humanos do bem, sem rixa, picuinhas e inveja. Na música não tem lugar pra essas coisas. Não quero que sejam somente grandes improvisadores, mas que sejam grandes homens, pais de família, amigos, isso é ser músico! E ser músico é coisa séria, dá orgulho aos pais, não o contrário!

Bom meus amigos, mais uma entrevista que se transformou numa aula de profissionalismo, humanidade e personalidade! 


Muito Obrigado Ney Neto, que você continue sendo um espelho para nós baixistas que ainda temos muito a construir no "Mundo dos Graves"! Deus abençoe e proteja a você e toda sua famíla!

domingo, 3 de abril de 2011

♫ ESPECIAL: Entrevista com Jim Stinnet ♫

 
 
Olá a todos os meus parceiros, colaboradores e visitantes!

Hoje trago para vocês uma matéria especial. Hoje irei falar de um músico formidável, de um baixista fantástico e sem dúvidas, um ser humano admirável! Estou falando de Jim Stinnett, cidadão norte americano, professor da Berklee College of Music, já tocou com músicos como Jean-Pierre Rampal, Phineas Newborn Jr., Tal Farlow, Diane Schure, Ernie Watts, Red Garland, Ernestine Anderson, "Phish", John LaPorta, Roy Hanes, Mark Elf, Boston Philharmonic Orchestra, Roy Clark,Bob Hope, GodSpell. Jim também gravou com John Laporta, Greg Hopkins, Kenwood Dennard, Bill Pierce, Mick Goodrick, and Steve Rochinski. Além disso, Jim foi professor e formou músicos como: Mike Gordon, Steve Bailey, Gregg Bissonette, and Jeff Sipe. 
 

 Além do seu alto nível de conhecimento, teórico e prático, Jim Stinnett é exemplo de simplicidade e humildade. Muito educadamente, Jim Stinnett prontamente aceitou minha solicitação para realizar essa entrevista e ficou honrado com o convite. É muito difícil ver alguém que possui prestígio, fama e um nome bem forte na música ser tão amável e entusiasmado! Jim também é autor de muitos trabalhos bibliográficos, incluindo métodos famosos voltados para o ensino do jazz, leitura musical, harmonia, entre outros. Confira abaixo a entrevista feita com Jim Stinnett há poucas horas atrás! (03 de Abril de 2011)

Legendas: RR (Roberto Reis) JS (Jim Stinnett)

RR: Qual é o seu nome completo?

JS: James Harrison Stinnett

 
 
RR: Como você começou na música?

JS: Primeiro, eu aprendi a tocar guitarra com meu pai quando eu era muito jovem. Meu pai tocava música country todas as noites nos clubes. Depois de poucos dias tocando guitarra, ele me levou para suas gigs. Quando eu tinha 15 anos comecei a tocar baixo. Na minha casa havia sempre muita música enquanto crescia. Meu irmão e meus tios tocavam muito bem.


RR: Por que você escolheu o baixo? 


JS: Às vezes, quando tocava com meu pai e outros guitarristas, nós precisávamos de um baixista. Então, como eu era o mais jovem, fui escolhido para tocar baixo. Eu comecei usando o baixo do meu tio Raymond, que era um Precision Bass de 1959. Logo em seguida, eu já tocava com meu próprio baixo, um Gibson EBO de 1966. Rapidamente, comecei a gostar de tocar mais baixo do que guitarra. Eu tinha mais controle e segurança na música. Nessa época (estava no ensino médio) aprendi todas as músicas populares e tocava em gigs com meus amigos em bandas de rock. 
 

RR: Além do baixo elétrico, quais são os outros tipos de baixo que você toca?

JS: Na faculdade me apaixonei por jazz. Nos discos que eu comprava, a maioria dos baixistas estavam tocando baixo acústico. Então, com 19 anos eu comecei a aprender baixo acústico.Era muito difícil e dolorido para os dedos, mas eu amava! Desde então, eu toco baixo acústico. Estudei música clássica por 10 anos. Quase me tornei um músico de orquestra sinfônica. Meu pai era dono e trabalhava numa pequena loja de instrumentos musicais quando eu estava crescendo e eu tinha acesso a quase todos os tipos de baixos clássicos das décadas de 1950 e 1960.

RR: Qual é o segredo para ser um bom músico?

JS: Primeiro você deve amar praticar. Todo mundo deseja ser um grande músico, mas quem quer trabalhar e praticar para chegar até lá? Muitos de nós não somos talentosos o suficiente para sermos bem sucedidos sem praticar e fazer um trabalho árduo. Segundo, você deve ACREDITAR em si mesmo! Há muitos obstáculos ao longo do caminho. Somente sua fé irá manter você no caminho. Você acredita que chegará lá se você desistir? Geralmente as coisas ao nosso redor irão tentar nos derrubar. Você deve ACREDITAR NOS SEUS SONHOS!
 
 
RR: O que você mais diz para os seus alunos?

JS: Pratiquem! Tenha um bom professor e faça o que ele diz. Pratique. Sucesso é uma atividade planejada, não sorte.

 
 
RR: No geral, qual é a principal dificuldade que você observa nos seus alunos?

JS: Os alunos desejam ser bons, mas não querem pagar o preço por isso. Todo sucesso requer sacrifícios.


RR: Qual é a principal característica dos baixistas brasileiros?

JS: EXTREMAMENTE talentosos! Cheios de energia! Grande sensibilidade e musicalidade! PÉSSIMOS praticantes. Improvisam demais e esperam se tornar grandes músicos.


RR: Você prefere baixos de 4, 5 ou 6 cordas? 


JS: Haha, TODOS eles. Com 3, 2, e até 8 cordas. Eu uso diferentes baixos para diferentes tipos de estilos e ocasiões. Aprenda todos!


RR: Se você não fosse músico, o que você seria?

JS: Treinador esportivo.


RR: Se você tivesse outra chance, você mudaria alguma coisa?

JS: Eu pensaria mais alto. Eu não enxergava o potencial que eu tinha. Eu teria praticado MUITO mais. Eu teria aumentado minhas metas!


RR: Qual são as coisas mais importantes na sua vida?

JS: Minha família é muito importante para mim. Eu tenho uma esposa amável, Jamie, por 33 anos. Meus filhos, Jessie, Grant e Sarah, são pessoas maravilhosas, honestas, educadas, e grandes sonhadores. Eles são os melhores filhos do mundo, que eu poderia morrer hoje, um homem feliz e satisfeito.


RR: Você é um homem um profissional realizado e um homem feliz. Então, qual é o seu sonho atualmente?

JS: Algo GRANDE! Sonho em ensinar baixo para alunos do mundo inteiro. Quero ajudá-los a desenvolverem sua visão para a música e para sua realização pessoal. Eu sou muito afortunado por ter a habilidade de influenciar a vida das pessoas de uma forma positiva. Nós temos um pequeno grupo para baixistas que está se expandindo pelo mundo. Nós queremos ensinar mais pessoas como buscarem seus sonhos na música e de forma divertida.

Celso Pixinga é meu herói e mentor. Ele tem enriquecido vidas através da comunidade dos baixistas por 30 anos. Meu sonho quando crescer é ser como Celso Pixinga.



RR: Além de jazz, o que você tem escutado nos dias de hoje?

JS: Eu não tenho escutando muito jazz atualmente. Estou escutando algumas músicas pop. Também gosto dos conjuntos de baixistas que estão surgindo atualmente. Honestamente, eu tenho escutando mais os projetos e trabalhos que a nossa comunidade do contrabaixo tem feito. Eu dedico muito tempo compondo, fazendo arranjos, mixando, gravando, tocando. Então, isso é o que eu mais tenho ouvido.


RR: Para finalizar, qual é a sua mensagem para os baixistas brasileiros?

JS: Acredite que você possa ser bem sucedido. Esteja disposto para pagar esse preço. Todos nós iremos enfrentar desafios na vida. Você pode responder a essas dificuldades dizendo: “Eu não consigo fazer isso” ou você pode dizer: “Eu posso fazer isso”. A escolha é sua. Se você pensa que pode, ou pensa que não pode, você está certo.

Obrigado Roberto pela oportunidade de compartilhar meus pensamentos. É uma honra. 
 
Roberto Reis e Jim Stinnett (Novembro, 2009)

Bom, pessoal, vejamos que de uma simples entrevista, tivemos uma aula sobre a música mais difícil de tocar, a VIDA. Espero que guardem esses ensinamentos desse grande mestre e usem em suas vidas!

Deus abençoe abundantemente a todos nós!



Obrigado Jim Stinnet!!!