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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

♫ Escute seu professor ♫



Olá galera da gravidade, tudo bem? Hoje eu vim trazer ao blog uma matéria que foi vivenciada hoje, na sala de aula e cuja importância foi tremenda que resolvi compartilhar com meus leitores e colaboradores.

Hoje tive a primeira aula de contrabaixo do semestre no conservatório em que estudo, e além das dinâmicas típicas do primeiro dia de aula, o meu mestre, Professor Diórgenes Torres levou um bate papo como poucos professores levam com seus alunos. Foi uma hora de groove e uma hora só de conversa, cheia de conselhos e avisos que todo músico precisa saber.

Vamos lá?

1) Quem você quer ser na música?

Leia essa pergunta e responda rápido. Já tem a resposta? Se você respondeu assim: “Gostaria de ser como o Jaco Pastorius” ou “eu queria ser como Victor Wooten”, é melhor rever seus conceitos. Tenha sim suas referências, mas procure ser você mesmo. Como já dizia Pitty, “O importante é ser você, mesmo que seja bizarro”. Ninguém é igual à ninguém e nem pode ser igual à ninguém. Somos únicos e especiais. Nem mesmo os dedos da mão são iguais, mas cada um com a sua especialidade e importância. Seja você, busca seu desenvolvimento, cresça, evolua...

2) A música não é uma arte circense

A maioria dos músicos confunde a música com malabarismo. A música é para ser apreciada e está a serviço da sociedade, como forma de expressão e como identidade, está a serviço do ser humano como forma de auto expressão , de trabalho, de arte, e de prazer.

Virtuosismo técnico exacerbado é algo mais visual do que musical. Imagine um cego ouvindo alguns “malabares musicais”? Lógico, que tem horas que algumas firulas, alguns elementos técnicos que causem sonoridade e visual diferentes são bem vindos, mas são casos específicos, como por exemplo, uma Jam.

Seja musical, tanto nas coisas simples como nas levadas mais intrincadas.

3) Crie e Escreva

Todo mundo já fez um solo ou uma levada muito legal na vida Né? Pois é, um excelente exercício é escrever na partitura seus solos, grooves e levadas. É um exercício completo! Você treina criatividade, treina escrita musical, leitura de partitura e ainda estuda teoria musical (compassos, claves, armaduras, etc).

4) Treine seu ouvido

Ter um ouvido afinado é muito bom. Você não precisa ter um ouvido absoluto, mas é importante que identifique algumas notas, acordes e suas qualificações. Pense em um músico bom? Pensou? Pois é, ele com certeza só tirava nota dez nessa disciplina. Treine seu ouvido #ficadica

5) Baixo é baixo

Muito baixista se esquecem que a função essencial do baixo é a condução da música, é formar a base, a cama, é dar consistência a música. As vezes, poucas notas e grooves simples podem ser mais eficientes do que uma infinidade de notas descabidas. Lembre-se de Paul McCarthney, Sting, John Deacon, Roger Waters, Jack Bruce, entre outros, que sempre souberam colocar as notas certas nos lugares certos para o tipo de música que tocam.

Lógico que há situações em que a ordem é quebrar tudo, emendar solos “pancadas” e improvisos “insano”, mas, como dito, há situações para isso.

6) Escute seu professor

Sempre que possível, escute seu mestre. Ele já passou pelos caminhos que você está passando e certamente poderá te aconselhar da melhor maneira possível.

Fiquem com Deus, por que Ele é bom, Bom e Fiel! :)
Put your hands up! o/

sábado, 30 de julho de 2011

♫ BLOG FALA BAIXO!: MAIS DE 20 MIL ACESSOS ♫

Amigos, Visitantes, Colaboradores, Muito Obrigado!!!

Começo a postagem de hoje agradecendo os mais de 20.000 acessos do blog Fala Baixo!

O trabalho realizado por mim no blog tem sido muito gratificante e cada vez mais desafiador. Trazer novas percepções e discutir temas bastante relevantes a todo dia se torna um desafio.

O blog Fala Baixo! é o blog do baixista, do músico, mas acima de tudo é um blog para pessoas com visão empreendedora, que buscam interdisciplinaridade e novos mecanismos de “driblar” as adversidades do mundo global e competitivo que vivemos.

Vivemos em um país onde trabalhar com música e viver de música é desafiador por conta de vários aspectos, que vão desde o apoio governamental até mesmo as condições de trabalho e estudos para o músico.

Pensando nisso, inaugurei o blog, onde uno minhas duas profissões: ADMINISTRAÇÃO + MÚSICA.

Assim, venho realizando essa Consultoria Musical, discutindo temas antes pouco vistos ou trabalhando, levantando questionamentos que eram mistificados e além disso, buscando por meio de processos investigativos a criação de teorias e temáticas para os Músicos que desejam crescer.

MÚSICOS MESMO E COM “M” MAIÚSCULO! Por que ser músico no nosso país não é uma condição para os fracos, mas, sobretudo para heróis! Ser músico não é se drogar, beber excessivamente, fumar, envergonhar seus pais e familiares... Ser músico não é ser desorganizado, displicente, preguiçoso ou vagabundo...

Como costumo dizer, “Ser músico é trazer em um corpo humano uma alma divina”. Alma essa soprada com todo amor e carinho pelo próprio Deus, onde Ele diz: “Transforme as mais lindas preces e sentimentos em música, para que cheguem até mim”.

E que fique claro, ser músico é ser multidisciplinar, é saber discutir sobre várias temáticas, é conhecer novos idiomas, história, literatura e ter uma bagagem cultural sublime.

Eu agradeço a todos os meus colaboradores, nacionais e internacionais, meus visitantes que sempre acompanham meu trabalho e que fazem deste blog um meio reconhecido e respeitado.

THANKS CALIFORNIA!

Hi guys of California,

I would like thank you so much for your visits and support on my job! I send a special hug to you!

OBRIGADO PORTUGAL!

Agradeço a todos os visitantes português, que muito participam e acompanham meu trabalho. Um abraço especial para Lisboa, Oliveira de Azemeis, Carnaxide e Évora.

OBRIGADO BRASIL!!!

Obrigado a todos os brasileiros que participam e que se desenvolvem para ajudara construir um país melhor!

Deus abençoe a todos!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

♫ Enxergando a Música Parte 1: Música e Comportamento ♫

Com os acontecimentos recentes que abalaram o mundo da música recentemente, decidi hoje trazer um artigo bastante pertinente e interessante. Você já percebeu que é possível identificar “tribos” pela maneira como as pessoas se vestem, falam, agem e se comportam?

Exemplo, não é difícil identificar uma pessoa que gosta de heavy metal, ou uma pessoa que curte jazz, pois de certa forma as pessoas acabam compartilhando e agregando elementos culturais desses segmentos, como acessórios, gírias, roupas, entre outras séries de coisas, devido aos ideais que passam a compartilhar em decorrência do comportamento expressado nas músicas.

Mas afinal, o que influencia o quê? A música influencia um comportamento, ou é na verdade um comportamento que influencia a música?

Para respondermos esse questionamento, vamos nos remontar a Grécia Antiga.

Na Grécia Antiga, a música esta diretamente ligada às manifestações de ordem cultural, social e religiosa, tão especial, que para os gregos a música a música era tão importante e global como o próprio idioma. Daí uma característica bastante peculiar da música grega, que a conexão da música com a palavra.

Os gregos acreditavam de que, como a música é uma forma de expressão, tinha o poder de modificar e influenciar a natureza moral do homem, estabelecendo assim a Doutrina do Ethos, defendida por dois grandes pensadores da Grécia Antiga.

Para Herman Abert apud Najat Nasser (1997), as relações existentes entre o conceito de ethos e seus efeitos corresponde ao seguinte trecho:

"A idéia do ethos se fundamenta no postulado de que entre os movimentos da música e os movimentos psíquicos da homem existam relações íntimas que possibilitam à música um influxo determinado sobre o caráter humano. Prova disso é que os gregos atribuíam uma importância especial às inflexões de nossas faculdades volitivas; importava apenas despertar estados de ânimos passivos".

Para os gregos a música não podia ser dissociada da palavra, consistia ainda na conexão da música com a poesia, onde o cantar e o recitar eram paralelos.

Para Platão, a música era fundamentada na matemática e tinha afinidade filosófica, além de está fundamentada no pensamento abstrato. O Ethos defendido por Platão se chamava Ethos Apolíneo, que era caracterizado como sério, comportado e cidadão. Na música de ethos apolíneo o instrumento predominante era a cítara, e ainda pregava que a música e a ginástica deveriam fazer parte do desenvolvimento intelectual e físico do cidadão grego.

Já Aristóteles, e diferentemente de Platão, a atividade musical estava ligada aos estudos biológicos que lhe davam um caráter indutivo, intuitivo e empírico (no sentido da experiência com a música), não refletia abstrações, era mais pragmática, e um ponto bastante interessante: Para Aristóteles a música imitava as ações humanas, ao prazer e às atividades práticas. Esse é o Ethos Dionisíaco, que era um ethos frenético, ligado às orgias e festivo, além de ser caracterizado pelo uso de instrumentos como aulos e a flauta).

Resumindo, Platão tinha uma visão mais conservadora da música e defendia o ethos Apolíneo como sendo uma boa influência ao desenvolvimento do homem, e ainda evitava o Ethos Dionisíaco defendido por Aristóteles, que por sua vez tinha uma perspectiva mais liberal da música.

Bom, voltando ao questionamento, o que a música imita, ou o quê imita a música?

Antes de chegarmos à essa resposta, vale a pena conferir a visão romana sobre esse tópico. Assim como a cultura grega tem suas bases na cultura egípcia, a cultura romana tem suas bases na cultura grega. Os romanos por sua vez acreditavam na positividade da música, onde a música de uma forma geral transforma o ser humano, e o ser humano transforma a realidade. Dessa forma, a Música é a própria realidade.

Pronto chegamos ao ponto X desses questionamentos.

1) Música como terapia:
Citação retirada de uma artigo de Adrian Ebens

A música tem sido usada como terapia por longo tempo. Lemos na Bíblia como Davi tocava música para acalmar o Rei Saul. A terapia musical foi usada para tratara melancolia de Felipe V da Espanha e George III da Inglaterra. A musicoterapia tornou-se hoje mais cientificamente orientada do que nunca antes. Dolan definiu a musicoterapia moderna como uma "aplicação científica da música por um terapeuta, o qual busca alterações específicas no comportamento dos indivíduos." A musicoterapia tem uma ampla gama de programas para os idosos, surdos, retardados mentais, paralíticos cerebrais, cegos, perturbados emocionalmente,culturalmente excluídos, com problemas de fala, deficientes físicos e pessoas com dificuldades de aprendizado. Um ramo de estudos da Musicoterapia chamado de Cinesiologia Comportamental revela o fato de que a música pode afetar os níveis de energia no corpo. John Diamond, em seus estudos, descobriu que certas formas de música rock e música de arte moderna causam notável enfraquecimento na energia corporal. Uma característica comum desta música é o ritmo anapéstico. Este ritmo seria aparentemente contrário ao ritmo fisiológico normal do corpo. Além do enfraquecimento causado por este tipo de música rock, Diamond descobriu um fenômeno que ele chamou de alteração, onde a simetria entre os dois hemisférios cerebrais era perdida. Parece que para manter um senso de bem-estar e integração, é essencial que as pessoas não sejam sujeitas em demasia a quaisquer ritmos que não estejam de acordo com seus próprios ritmos corporais naturais.



2) Música é emoções: Citação retirada de uma artigo de Adrian Ebens

Manfred Clynes explorou o relacionamento entre a música e a comunicação das emoções humanas. Clynes descobriu que cada expressão dinâmica de emoção humana (alegria, ira, ódio, tristeza) é governada por um programa ou algoritmo cerebral específico para cada estado, chamados de formas essênticas. A música tem a capacidade de imitar estes algoritmos e, portanto, transmitir a emoção e falar sobre a emoção de maneiras precisas. Desta forma, um bom músico pode comunicar emoções a seus ouvintes. Seria, portanto, possível comunicar uma filosofia ou uma cosmovisão? Sim. Wolterstorff afirma claramente que sempre existe um mundo por detrás da obra. Rookmaaker concorda afirmando que "Às vezes até o nosso estilo de vida é formado ou influenciado pelos artistas."

Bom, analisando essas perspectivas, onde a música é usada com terapia e ajuda em debilidades humanas, acalmando e sendo instrumento de desenvolvimento, causando alterações específicas no comportamento, isto é melhorando pontos estabelecidos e não o comportamento por inteiro. A música é ainda instrumento de expressão e emoções, podendo-se concluir dizendo que a música ela não estimula, não provoca e nem leva o homem a assumir um comportamento. A música expressa esse comportamento, expressa valores, pensamentos, opiniões e emoções. A música é então instrumento de expressão plena daquilo que o homem é. A música que eu faço, faço para expressar aquilo que quero passar ao meu público, daquilo que sou, podendo nela conter elementos que me influenciaram, decorrentes da música de outros, onde essa música também era expressão de outros artistas, influenciados por outros artistas e cada um com seu comportamento, perspectivas e visão de mundo.

A música, seja ela qual for, não força ou impõe um comportamento, mas sim expressa um comportamento já estabelecido por alguém ou por um grupo de pessoas que compartilham dos mesmos ideais. Assim, quebramos muitos preconceitos que sabemos que existem, julgando até as pessoas pelos gostos que tem. A música expressa um comportamento, mas ser influenciado por tais valores expressados vai da afinidade que cada um atribui a isso, por exemplo, você pode plenamente escutar Rock Metal, pagode, jazz, rock e não aderir ao estilo de vida, de se vestir e de se comportar predominante das pessoas que realizam esses tipos de música. Outro exemplo, se você viu seu vizinho que vive escutanto Restart vestir agora calças coloridas, falar  gírias próprias das pessoas que curtem esse som e se comportar como a maioria desses apreciadores se comportam, não significa que a música que ele escuta está influenciando-o, mas sim que ele está sendo influenciado pelo comportamento de quem faz esse tipo de música. E pra finalizar, mais um exemplo que se aplica nesta discussão: Avril Lavigne.No início de sua carreira, ela era a skate girl, se comportava de uma forma, e lógico, sua música apresentava outras formas e nuances, mais punk, mais rock.  Nos dias atuais, após um casamento falido, seu comportamento mudou, e logo sua música também mudou. O mesmo acontecem com músicos quando mudam de religião por exemplo. Quem não viu músicos da cena do rock, so pagode, do  axé, do forró, aderirem a outra religião e verificamos uma mudança na música que fazem?  Mudam-se os valores e comportamentos e consequentemente se muda a música que é feita, comprovando mais uma vez que a música é a expressão de um comportamento. 
É preciso enxergar a realidade do outro como a nossa, ser empático e saber reconhecer os valores de cada estilo de música. É preciso está com a mente sempre aberta.

Espero que tenham gostado, e que acompanhem o próximo artigo,pois será a continuidade deste.

Fiquem com Deus e até a próxima

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Referências

EBENS, Adrian. A música na adoração. Disponível em http://www.musicaeadoracao.com.br/livros/musica_adoracao/04_razao.htm.
GROUT, Donald e PALISCA, Claude. História da Música Ocidental, Gradiva Pub. Ltda. Portugal, 2007.
NASSER, Najat. O Ethos na Música Grega. Disponível em: http://venus.ifch.unicamp.br/cpa/boletim/boletim04/22nasser.pdf.

♫ LUTO: Vai com Deus Senhorita Winehouse ♫


Hoje eu volto ao blog para postar uma homenagem à cantora britânica Amy Winehouse...

Todos aqueles que estudam e respiram música sabem como é doloroso ver um ícone ir embora. Falo isso por que estudo jazz, toco jazz e respiro jazz... escuto jazz da hora que acordo à hora que vou dormir e Amy Winehouse muitas vezes me fez companhia, Ela representava para mim um ícone da minha geração, pois ela assim como eu é nascida nos anos 80, e além de ser uma diva, influenciou muito a minha maneira de tocar e apreciar jazz.

Me mostrou como podemos mudar algumas coisas, conservar outras e também como misturar tudo e fazer uma boa música. Até por que boa música não é aquela feita para agradar a todos, mas é uma música feita com o coração, com feeling, com aquela pegada que quando você escuta, você se arrepia...

Bom, essa é a música feita por Amy Winehouse, uma jovem talentosa, simples, bonita (sim, ela era uma gata) e que procurava apenas ser feliz... Infelizmente, o caminho que ela percorreu não foi o mais fértil para a felicidade e não falo do caminho da música, este era o caminho certo, mas falo do caminho das escolhas... Amy não soube escolher bem os rumos da sua vida...


Pessoas erradas, atitudes impensadas, drogas e ausência de limites acabaram com a vida de uma das estrelas mais brilhantes do Jazz/Soul da atualidade...

Eu acredito na imortalidade do espírito e sei que Amy agora está em mundo livre de drogas, de bebedeiras... Espero que Deus com toda a sua benevolência possa resgatar sua alma e que a voz de Amy possa agora entoar cânticos de louvor e glória ao criador...

Que essas palavras se tornem luz, e ilumine teu caminho, Querida Senhorita Winehouse...

Vai com Deus..

quinta-feira, 21 de julho de 2011

♫ Maslow e o Músico ♫

Olá meus amigos e colaboradores!

Estou retornando às postagens do blog Fala Baixo! depois de 3 meses de muito trabalho e compromissos, mas tempo esse que foi muito importante para eu trazer coisas novas e interessantes para o blog.

Hoje iremos falar da Pirâmide das Necessidades, mais conhecida no meio da Administração como Pirâmide de Maslow.

Abraham Maslow foi um psicólogo americano e se destacou por suas pesquisas acerca da motivação, e notadamente reconhecido por sua teoria das necessidades humanas, na qual hierarquiza tais necessidades por meio de uma pirâmide.

Agora você deve está se perguntando: “Sim, mas o que o músico tem haver com essa teoria?”

Pois bem, usaremos a metodologia de Maslow aplicada a profissão de músico, ou seja, irei adaptar suas premissas e classificações para aplicá-la na gestão de carreira do profissional da música.

Em sua teoria Maslow, elenca as principais necessidades humanas em uma escala hierárquica:


a) Necessidades Básicas: Estas necessidades estão na base da pirâmide. São Necessidades imprescindíveis a sobrevivência humana e que precisam ser satisfeitas com prioridade para que se possa atender demais necessidades. São elas: respirar, comer, beber, dormir, sexo, excretar, etc.

b) Necessidades de Segurança: Após satisfeitas as necessidades básicas, o ser humano precisa se sentir seguro. Por exemplo, resguardar sua vida, sua integridade física, precisa de uma casa, um lar, um emprego, renda, etc.

c) Necessidades Sociais: São necessidades que caracterizam a ser humano da melhor forma, pois o ser humano é um ser social, que precisa se comunicar. Isso diz respeito às amizades, aos relacionamentos afetivos e familiares. Ou seja, necessitamos interagir com outras pessoas, trocar afetos, nos comunicar.

d) Necessidades de Status e Estima: Necessitamos ser bem quistos, ser queridos. Precisamos receber a admiração das pessoas, ser referência na vida de alguém, entre outras demonstrações de estima.

e) Necessidades de Auto-realização: É a busca pela satisfação daquilo que nos realiza plenamente. É buscar realizar desejos, sonhos, caprichos, etc.

Bom, tomando esse conhecimento prévio dessa escala de necessidades, vamos agora começar a adaptá-la a nossa profissão de músicos.

Observem abaixo a figura que eu estruturei com alguns ícones ilustrativos, que irão representar as necessidades para a profissão do músico, ou seja, restringimos o objeto de estudo, pois estamos estudando as necessidades humanas enquanto profissionais. Vamos lá! 


A) Necessidades Básicas: Para sermos músicos, precisamos ter nosso próprio instrumento, exceto quem tem a voz como instrumento. Atuar profissionalmente requer que tenhamos além de instrumentos, equipamentos e acessórios. Isto é, não há possibilidades de êxito profissional caso não tenhamos nossa própria ferramenta de trabalho, adequada e eficiente para realizá-lo. Ter seus instrumentos, equipamentos complementares e acessórios é o primeiro passo para estabelecer um padrão e iniciar na profissão.

B) Necessidades de Segurança: Para termos segurança na profissão de músico, precisamos está respaldados sobre aquilo que permeia a profissão. Precisamos estudar, buscar aperfeiçoamento continuamente, investir em cursos, graduações e outras titulações, afim de que possamos além de ter respaldo, aumentar nossas possibilidades de trabalho. Lembrem-se: um currículo com boas titulações e um profissional que se atualiza, que investe no seu desenvolvimento, tem muito mais chances do que aqueles que encaram a profissão com malandragem e descaso. É lógico que existem as DISCREPÂNCIAS, como os novos “ícones” da cena musical atual no Brasil, os chamados “Sertanejos Universitários” liderados por Luan Santana e sua trupe, que sequer estudaram música em nível algum, e ganham mais que mestres e doutores em música. É mentira? Sabemos que não...

C) Necessidades Sociais:
Como havia falado previamente, o ser humano não é uma ilha, o ser humano é comunicação. Não pode viver isolado e precisa interagir. Na carreira não é diferente. Você precisar ter bons contatos, conhecer pessoas influentes, fazer novas amizades. Aumentar o networking é fundamental na nossa profissão, pois lidamos com pessoas, fazemos músicas para as pessoas e sem contar ainda fazemos música com outras pessoas, com todas suas diferenças e particularidades. Não adianta ser um exímio músico se você se fecha em uma concha e faz da sua música seu objeto de desejo. Fazer contatos significa aumentar seu leque de oportunidades. Músico metido a besta e anti-social está no caminho certo... caminho certo para a falência...

D) Necessidades de Status e estima: Essa é uma das necessidades que mais cegam os músicos... Existem músicos que querem apenas aparecer,está sempre em cima do palco como “atração principal” (já cansei de ver músicos denegrindo outros para se auto-promover, ou mesmo para não ofuscar seu trabalho) , e eu digo que cega porque músicos com esse perfil buscam sempre atitudes não éticas e levianas. É lógico que precisamos ser reconhecidos pelo nosso público, precisamos ser referências para nossos alunos, e ainda necessitamos de destaque. Quem não gosta de ser elogiado? Todos nós estudamos com o objetivo de ser um bom músico, um bom instrumentista e de certa forma buscamos deixar nossa contribuição aos que vem depois de nós, isso é perfeitamente saudável. Uns com mais vontade de chegar nesse estágio, outros com menos, mas todos precisamos satisfazer essa necessidade de ser reconhecidos.

E) Necessidades de Auto-realização: Observe o ícone desse estágio. Coloquei uma bandeira de corrida, pois representa “Aonde você quer chegar?” Quais são seus sonhos? O que mais você espera da profissão e da sua carreira? O que falta você fazer para se realizar? Escrever um método? Gravar uma vídeo-aula? Gravar CD/DVD?Ou você é do tipo que nunca está satisfeito, e está sempre buscando mais e mais desafios? Eu sou do tipo insatisfeito, o que não quer dizer que sou ingrato para com o meu Deus, mas apenas quero está crescendo e me desenvolvendo cada vez mais. Se você compartilha dessa idéia acredite que você pode dar sempre um passo a mais, e que sempre há um novo horizonte em cada manhã.

Finalizando nosso bate-papo, espero ter contribuído com mais esse artigo para vocês e deixo algumas célebres frases de Maslow para refletirmos:
"O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. Criativo é o homem comum do qual nada se tirou."

"O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma."
"Para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego.

"Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento. A opção pelo crescimento tem que ser feita repetidas vezes. E o medo tem que ser superado a cada momento."
Fiquem na Paz de Deus!

Abraços a todos e até a próxima, se Deus quiser! 
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Referências:
ABRAHAM MASLOW. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Maslow.
FRASES DE ABRAHAM MASLOW. Disponível em: http://www.frasesfamosas.com.br/de/abraham-maslow.html.
KOTLER, Philip. Administração de marketing. Trad. Bázan Tecnologia e Lingüística. 2. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
MASLOW E AS NECESSIDADES HUMANAS. Disponível em: http://mundoeducacao.uol.com.br/psicologia/maslow-as-necessidades-humanas.htm.
TEORIA DE MASLOW. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/maslow.htm 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

♫ SPECIAL 5: Interview with Todd Johnson ♫



Hi folks!
Today is a one more important day on Blog Fala Baixo!
I got a very interesting interview with a great bass player called Todd Johnson!
First of all, I want to say that was a honor make a interview with a so important name of the bass universe!
Todd Johnson is a so nice person, so polite, friendly and intelligent! He has a nice heart, full of love about life and music too. You will percept this reading each phrase about his thoughts about music, family, friends and bass.
Todd is an example of man, because he gives value to important and simple things in life!
I felt a lot of emotion to know more about him! So, bellow you can read the entire interview.
Legends: RR (Roberto Reis) TJ (Todd Johnson)


RR: What is your complete name?


TJ: My complete name is Todd Dean Johnson

RR: When did you start in music?

TJ: My mom tells me that I started bugging her for guitar lessons when I was about 5 years old. They tried to start me on guitar lessons when I was 6, but my hands were too small, so they put me on a ukulele for about a year until I grew a little more. I think at about age 7 they got me a little “half” size guitar. I took guitar lessons until the 4th grade when the school band program kicked in and I took up the trumpet. I played that until my sophomore year of high school. That’s when I got braces put on my teeth, so I switched to the tuba and bass clef. No one told me that playing all my trumpet exercises on the tuba was difficult, so I just went ahead and did it. After playing the tuba for about 6 months I made all state, all northwest and qualified for “music in May”, which is like the “best of” Washington, Oregon and Idaho.

I didn’t pick up the bass until the summer between my junior and senior years of high school. I was 16.

RR: Why did you choose the bass?

TJ: I think like most people I was just drawn to it. Just the sound of the low end always attracted me. I remember seeing Ray Brown play on TV and thought that was the coolest thing I’d ever heard. I knew I had to play music like that.

RR: You are very known for your technique to join Chords, Melody and bass line in the same conduction. How are the first steps to get it in a good way?

TJ: Wow….this could be a long answer if I’m not careful. The obvious answer is you have to first understand Chords, Melody and bass lines INDIVIDUALLY before you can hope to combine them. So start with learning good walking bass lines…Then learn a lot of melodies…then get your ability to play and understand chords. This took me about 20 years of study.
THEN…..you have to spend the time picking the critical components from each one and then combine as much as you can. A DEEP knowledge of the fingerboard is required. I hope this makes sense??

RR: What are the methods that you recommend to bass players?

TJ: You shouldn’t be surprised by this answer: I recommend exactly what Jim Stinnett and I teach!!!
The Cycle of 4ths / Technique: Start with getting “the CYCLE” of 4ths exercises together. That’s playing the Major, Minor and Dominant scales through the cycle of 4ths with the roots all starting on the “A” string. Learn them ascending and descending etc. etc.
Jim has a tremendous system for doing this. He has some great videos and play alongs that are extremely affordable at his website. www.stinnettmusic.com

Walking Bass lines: Learn to play the “Blues in F” with just roots, then roots with the half step from above approach, the roots with the half step from below approach, then roots and 5ths, then the root/ 5th/ root/ above/ approach. Last but not least would be the root/ 5th/ root/ below/ approach.

There’s a lot more to learn, but this is a GREAT start. We get the students playing this with great confidence in just 2 days and they sound GREAT!

Jim has a great walking bass method book called “Creating Jazz Bass Lines” also available at www.stinnettmusic.com and I have 3 downloadable DVD’s called Walking Bass Line Module System Volumes 1, 2 & 3. You can get them and all my products at www.toddjohnsonmusic.com/store.php

Ear Training: We do a lot of Call and Response training at the workouts. Plus we recommend students eventually do a lot of transcribing….and by that we mean learning to PLAY something from a recording…NOT just writing it down. Too many students will eventually get a solo all written out, but they never learn to play it. If you can’t play it, then what good is it??? You can’t take a transcription to a gig or an audition and say “hey, look what I can write out”. If you can’t play it, they’ll laugh you off the stage!

Reading: Officially, 2011 is the “Year of the Reading Bassist”……Virtually all great players know how to read…there are a few exceptions, but most do read. Reading makes you INFINITELY more versatile and makes it easier to find work!!! Again, Jim has a PILE of great reading books at his website.

Melodic playing / Soloing: Once you’ve established an ability to play the cycle, walking bass lines, read music and apply your ear training then I would recommend learning to solo and play melodies and melodically. This is a VAST subject with many ways to approach it, but needless to say my favorite way to teach it is by teaching you how to use your ears. Learn melodies first (by ear), then learn to embellish them (by ear). After that we learn some of the jazz vocabulary and learn how to apply it. This method seems to work wonders with students who will do the work.

Chords: Once you’ve got a grasp of playing melodies and soloing, then learning to play chords would be next on my list. Start with learning the 3rds and 7ths of all the chords in a blues etc. Then learn to play the 3rds and 7ths of the major and minor ii-v-i’s. This is a great start. After that, go order my “Fishing for Grips” chord melody method and get to work!! Ha!! Jim Stinnett and I have to the work for you. All you have to do is sit down and press “play” and do what the DVD tells you to do and you’re on your way!!

One last thing for now: FOCUS ON PLAYING EVERYTHING YOU PLAY WITH GREAT TIME AND TIME FEEL. If what you play doesn’t feel GREAT, then audiences and other musicians will not be interested!!!

RR: You are a 6-strings-bass player. When and why did you interest for this kind of bass?

TJ: I bought my first 6 string bass in 1989. I’d been playing 5 string for about 5 years and loved having the low B, but always thought that a high C would really be great for melodic playing. PLUS, I’ve always thought that the 6 string was made for playing chords. At the 13th fret, you can grab a lot of harmony if you know what you’re doing. The trick is to know what you’re doing!! Ha!!

RR: When did you meet Jim Stinnett? Talk for us a little of this special friendship.

TJ: I met Jim at the “International Society of Bassists” (ISB) convention in Oklahoma City, Oklahoma and we just hit it off. It seems like we’ve know each other all our lives. It’s funny how many things we have in common and how we view things.

Jim was kind enough to invite me to New Hampshire to do a “TJ” workout and teach my “grips”. After that, they basically welcomed me into their bass family and community and I’ve been there ever since. To say I’m grateful and honored to be a part of Jim’s “baixo familia” is an understatement. Plus, Jim is a dear friend and mentor to me. I’ve learned a TON of musical and life lessons from Jim. I owe him a lot.

RR: Nowadays, what is your main goal?

TJ: This will sound corny, but my main goal is to serve others with the gifts God has given me. My goal is to improve and a husband, friend and musician…in that order.

On a musical level, I’m working hard on my Cycle chops to increase my tempo thresholds so I’ll have a chance to “maybe” keep up with Grant!!

I’m also always working on my chord melody and learning tunes….and since this is the “Year of the Reading Bassist” I’m making reading a higher priority.

On a business level I’m working hard on getting out more products that will help my fellow bass players.

RR:  If you had a chance for another try, would you change a thing or things?

TJ: Sure, but I can’t go back and change anything so I’m happy to move on. Apparently this path is what God has chosen for me.
Although if I could do things over I’d probably play the Hammond B-3!!! Ha!!

RR:  Where can we buy your books and products?

TJ: You can buy all my products, especially my new $1.99 “Playin’ through the Real Book” series of videos at www.toddjohnsonmusic.com/store.php I have my 3 walking bass DVD’s, my “Technique Builders” DVD, my “Fishin’ For Grips” chord melody method, plus most of my CD’s and of course my new $1.99 “Playin’ through the Real Book” series.

I would encourage all your readers to check my “Playin’ through the Real Book” series out. It’s a GREAT way to learn to play jazz. I have videos that teach you SONGS…how to play the bass lines, comp chords and solo over SONGS!! Each video is downloadable and comes with the Video, play along mp3 and a TRANSCRIPTION of exactly what I play. We even go back and slow down the video for you so you can see and hear exactly what I’m doing. The downloadable format is awesome. There no waiting…no postage…and no import taxes!!

RR: How many hours do you study bass?

TJ: It varies for me. It depends upon my schedule. But, I’ve gone through seasons in my life where I consistently practice 6 to 8 hours a day. Right now, I’m lucky to get in 2 to 3 hours a day….probably more like 1 ½ to 2 hours right now. My schedule is quite full with teaching, performing, recording, writing, filming, plus being a husband and watching out for my 85 year old parents.

The good news is that I can accomplish a lot in those 1 to 2 hours after 30 years of practice!!

RR: What are the main characteristics that a good bass player should have?

TJ: Time and groove are #1. ALWAYS!! If it doesn’t feel good and in the right register of the bass, then NO ONE WILL CARE!!

RR: In your opinion, what is the secret to be a good player?

TJ: Practice, Perseverance and Patience are key. A great groove, reading ability, repertoire and professionalism are the rest!!

RR: Describe the Brazilians bass players.

TJ: I love the Brazilian bass players. They have so much talent!!! They play with a unique “joy” and “fire” that I’ve never seen anywhere else. 


RR: To finish, what is your message to the people?

TJ: Music is a gift from God. Treat it with the care, effort and respect it deserves. Work hard. Love others as you would yourself. Be positive! LIFE IS GOOD!!

I hope to see you all one day soon!! 

Roberto Reis and Todd Johnson in November, 2009

quarta-feira, 13 de abril de 2011

♫ ESPECIAL 4: Entrevista com Bruno Migotto ♫



Fala Baixo! Galera!
Dando continuidade à nossa série de entrevistas que está em todas as paradas de sucesso rs, venho apresentar à vocês mais um músico muito bom. Ele é Bruno Migotto.
Conheci o Bruno no facebook, e após ler o blog (e segundo ele, gostou bastante hehe), decidi entrevistá-lo, pois merece está fazendo parte da comunidade dos baixistas que visitam e colaboram com o blog.
Bruno Migotto  é um músico consciente do seu papel  enquanto baixista e profissional, expressa com objetividade e clareza suas idéias e possui uma carreia musical sólida e bem calcada.
Foi uma honra entrevistá-lo e desde já agradeço enormemente a participação dele por aqui!
Obrigado pelo contato, pela educação e por sua presença  enriquecer nosso espaço! Valeu Bruno!!
Abaixo, acompanhe a entrevista com esse baixista fenomenal!

Legendas: RR (Roberto Reis) BM (Bruno Migotto)

RR: Qual o seu nome completo?

BM: Me chamo Bruno Rohwedder Migotto.
 
RR: Como começou na música?
BM: Eu sempre gostei de música e tive vontade de tocar, mas com 11 anos de idade ganhei meu primeiro baixo elétrico. E aí comecei a aprender teoria musical e tirar músicas de ouvido.

RR: Por que escolheu ser baxista?

BM: Na verdade, antes de ganhar meu primeiro baixo elétrico, eu queria ser baterista, mas morava em apartamento e não ia dar certo, ai minha mãe mandou eu escolher outro instrumento, e eu só sabia de uma coisa: Guitarrista eu não iria ser... então sobrou o baixo, como eu só ouvia rock n roll, só teria essas opções.


RR: Quais foram seus mestres no contrabaixo?
 
BM: Considero como meu unico professor de baixo até hoje o Gilberto de Syllos. Tive aulas com ele quando tinha uns 15 anos de idade e com ele foi que comecei a ouvir jazz e música brasileira. E aí tive meus mestres dos discos que comecei a ouvir. Dos baixistas eu cito Paul Chambers, Niels Pedersen, Ray Brown, Luizão Maia, Sizão Machado, Ron Carter, Dave Holland, Christian McBride, Avishai Cohen.

RR: Você toca baixo acústico e elétrico. Qual dos dois começou a estudar primeiro?
 
BM: Comecei a estudar o baixo acústico depois, com uns 19 anos.
 
RR: Quais são seus trabalhos atualmente?


BM: Tenho meu primeiro disco lançano em junho de 2010, chamado "In Set", gravei 7 composições e arranjos meus, com 6 amigos e músicos maravilhosos, que foram: Michel Leme, Alex Buck, Cássio Ferreira, Josué dos Santos, Daniel D'Alcântara e Jorginho Neto. Toco também com o guitarrista Djalma Lima, participo do disco "Djalma Lima Quinteto". Também participo do disco 5(quinto) de Michel Leme, com quem toco em diversas situações e formações. Sou baixista da Soundscape Big Band há 4 anos, e acabamos de gravar um novo disco que deve sair muito em breve, com novos arranjos e uma sonoridade bem diferente dos discos anteriores. Tenho um trio com o pianista Edson Sant'Anna e o baterista Alex Buck, onde tocamos temas nossos, alguns samba-jazz e coisas variadas, gravaremos o primeiro disco do trio no primeiro semestre de 2011. E recentemente gravei o disco "Ave Rara" da cantora Silvia Maria, os shows de lançamento acontecerão em breve, também no primeiro semestre de 2011. Toco também com Victor Biglione, Marco Lobo
 
RR: Num cenário tão  agitado, que é  a música, qual seria o grande diferencial de um baixista no meio profissional?
 
BM: Vou dizer para o caso de um baixista de jazz e música improvisada em geral (não vou dizer música instrumental, porque também tocamos com cantores em diversas situações) e que toque baixo elétrico e acústico. Acho muito importante se aprofundar na linguagem, e não existe jeito melhor para isso do que ouvindo os discos. Sempre se preocupando em tocar com suingue, ter um bom "time", com um bom som de baixo, afinado (no caso do baixo acústico), acho importante estudar com arco, estudar erudito, ajuda muito na parte técnica do instrumento. Ter repertório é muito importante, conhecer muitos "standards", ter uma boa leitura. Acredito que esses sejam pontos importantes para um baixista poder trabalhar em boas situações e o mais importante, fazer arte com tudo isso. Pois acredito que não nos tornamos músicos só pra poder ganhar uns cachês e sobreviver da música. Fazer arte é o foco pra mim, poder me expressar através da música.
 
RR: Qual disco/gravação mais influenciou você?
 
BM: Acho dificil dizer apenas um disco que me influenciou, pois passamos por várias fases e cada uma delas tem discos importantes.
 
RR: Diga um disco/gravação que você curte,mas tem aquela "vergonha" de admitir?
 
BM: Cara, eu gosto de muita coisa diferente, ja toquei de tudo e acho que tudo me influenciou de alguma forma, e tenho um carinho por alguns desses discos até hoje. Não sei citar um disco pra falar a verdade, mas posso te dizer que de Paulinho da Viola até Pantera, ouço muitas coisas diferentes.

RR: No contrabaixo elétrico, que técnicas você mais usa? (slap, tapping, two hands, double thumb, dead notes, pizzicato 3 dedos, etc.)

BM:  Já estudei algumas dessas técnicas no baixo elétrico, acho que tem músicos que conseguem usa-las de forma bem musical. Mas acho que todos que estudam esses tipos de recurso, deveriam se preocupar somente em ser musical, e não em ser mais rapido ou em impressionar com suas malabarices. Estamos falando de música, então acho que devemos fazer as coisas a serviço dela.
 
RR: Quais são seus principais trabalhos realizados?
 
BM: Tive o privilégio de conhecer músicos e pessoas maravilhosas até hoje, que acreditaram e investiram em mim. E o primeiro deles foi o baterista Bob Wyatt. Tive aulas de práticas de bandas com o Bob quando eu tinha 17 anos e ele sempre me ensinou muito sobre jazz, pra mim foi maravilhoso pois acho que ninguém poderia falar melhor do assunto do que ele. E com 20 anos entrei para o quarteto do Bob, ao lado de Djalma Lima e Edson Sant'Anna. Foi meu primeiro trabalho tocando baixo acústico, e depois desse as portas começaram a se abrir e comecei a trabalhar e tocar com músicos maravilhosos. E hoje tenho a oportunidade e o imenso prazer de tocar com músicos que foram e são minhas influências como: Vitor Alcântara, Edu Ribeiro, Fernando Corrêa, Michel Leme, Djalma Lima, Bob Wyatt, Cuca Teixeira, Wilson Teixeira, Arismar do Espírito Santo, Alex Buck, Sandro Haick, Daniel D'Alcântara, Edson Sant'Anna e muitos outros.

RR: No  baixo acústico, qual é a técnica que você emprega no uso do arco? (Alemã, Francesa ou Italiana)
 
BM: Uso o arco alemão. Mas uso mais em casa estudando, raramente me arrisco a levar o arco numa gig, a não ser que realmente tenha arranjos que usem o arco. Mas o pouco que ja estudei até hoje de arco, me ajudou muito pra tocar a música popular mesmo, recomendo a todos os baixistas acústicos estudar de arco, mesmo que não tenha pretenção em tocar erudito.
 
RR: Qual seria seu conselho de ouro para os baxistas?
 
BM: Sempre dei aulas também, sou professor do conservatório Souza Lima a 4 anos, dou aulas particulares e também em festivais. E realmente, o problema que mais vejo em um baixista que está interessado em tocar jazz e improvisar, é a linguagem. Tanto para acompanhar quanto para solar.
O baixo acústico é um instrumento que tem sua linguagem, e antes de mais nada, é esse instrumento que devemos mais ouvir e nos preocupar em soar parecido. Não adianta só aprender umas fórmulinhas pra fazer um walking bass, ou aprender um ostinato ritmico de samba usando tonica e quinta, e dizer que é um baixista de jazz. Acho muito importante ouvir os baixistas que construiram a história do contrabaixo, e tentar aprender e assimilar o jeito deles de conduzir e solar. Até hoje ninguém faz um walking bass como Paul Chambers, Ray Brown, Ron Carter, todos os baixistas que vieram depois, ouviram e assimilaram bem esses caras. E improvisando aparecem outros problemas. Vejo muitos baixistas preocupados em tocar frases "outsides", se preocupando em tirar frases de saxofonistas, guitarristas e etc. Acho muito interessante fugir um pouco do seu instrumento, para pegar idéias diferentes, mas antes disso, tem que conhecer bem a linguagem do seu próprio instrumento. Os baixistas que foram surgindo depois desses que citei, tocando de uma maneira muito mais livre e moderna, sem dúvida passaram pelo processo de aprender a linguagem do contrabaixo: Dave Holland, John Patitucci, Christian McBride, Avishai Cohen e muitos outros.

 
RR: Qual é o equipamento que você usa atualmente?
 
BM:  Uso um baixo acústico alemão, de aproximadamente 70 anos. Com captadores fishman full circle, uso um amplificador GK. Mas sempre que possível gosto de microfonar o baixo, pra ter o som real do instrumento. Baixo elétrico, uso um Gianinni modelo Rickenbacker, do ano de 76.
 
RR: Qual é a mensagem que você deixa para os visitantes, leitores e baixistas que acompanham o Blog Fala Baixo!?

BM: Queria agradecer e parabenizar o Roberto, pelo espaço dedicado aos baixistas. Espero realmente ter contribuido de alguma forma para nossa classe dos graves!
Gostaria somente de dizer que meu disco "In Set" está sendo distribuido pela tratore www.tratore.com.br e está nas lojas, ou então podem entrar em contato pelo contato@brunomigotto.com e solicitar o seu. Gravar um disco de música instrumental é sempre uma vitória, vamos divulgar e incentivar a música feita com o coração, sem interesses financeiros e/ou politicos.
Meu site é www.brunomigotto.com, e tem também algumas faixas do disco disponiveis no myspace.com/brunomigotto
É isso, mais uma vez, obrigado amigos leitores e baixistas!
Um grande abraço e nos vemos por aí nos sons!
Fiquem com Deus.

Espero que tenham gostado pessoal, um forte abraço, fiquem com Deus e até a próxima!


terça-feira, 12 de abril de 2011

♫ ESPECIAL 3: Entrevista com Alexandre Panta ♫



Olá Amigos, Visitantes e Colaboradores,

Realmente, esse mês de abril está literalmente B-O-M-B-A-N-D-O !!!

Após duas excelentes entrevistas, com músicos conceituados, hoje trazemos uma entrevista com um grande músico e baixista nacional.

Estou falando de Alexandre Panta. Músico profissional, baixista de duas banda, a citar um dos melhores covers do Dream Theater, além de ser professor e colaborador da revista Cover Baixo, onde escreve matérias e transcreve músicas e linhas de baixo.

Músico altamente versátil, domina várias técnicas de forma sólida. É também exemplo de dedicação e compromisso com a profissão.

Acompanhe abaixo a seguir, na íntegra, a entrevista realizada hoje com Alexandre Panta!

RR: Qual seu nome completo?

AP:Alexandre Pantaleão

RR: Qual foi o primeiro instrumento que aprendeu? 

AP: Comecei em um violão durante uns 3 meses mais já visando tocar baixo mesmo.

RR: Por que decidiu ser baixista?

AP:Olha foi uma situação bem engraçada no ínico lembro me que na época não havia nenhuma baixista entre nosso grupo de amigos e eu já tinha certa curiosidade pelo mundo dos graves, ai uni o “útil ao agradável” e comecei a pegar gosto pela coisa. A fixação por ter uma banda era tão grande que eu fazia os baixos no violão elétrico até comprar o meu primeiro baixo. Quando fiz os primeiros ensaios e entendi a função real do contra baixo me apaixonei pelo instrumento.

RR: Qual foi o primeiro contrabaixo que teve?

AP: Um Jeniifer beeeem fuleiro hehehe, na época foi uma realização pra mim.
RR: Qual baixista mais influenciou sua maneira de tocar?

AP: No inico meu herói sempre foi Steve Harris do Iron Maiden, verdade minha primeira banda foi um Maiden cover, de lá pra ca muitos nomes me influenciaram posso citar, Luis Mariutti, Jonh Myung, Felipe Andreoli na área do heavy metal, depois de alguns anos comecei a apreciar a praia do fusion com Marcus Miller, Victor Wooten, nosso saudoso Jaco Pastorius, Stu Hamm e Richard Bona. O fato que hj não tenho uma referência só e sim tento absorver um pouco de cada um deles.

RR: Além dos baixos de 4, 5 e 6 cordas, quais outros tipos de contrabaixo você?

AP:Gosto muito do fretless, é viciante tocar lo você não consegue mais largar.

RR: Se não fosse baixista, que instrumento tocaria?

AP: Olha tenho facilidade com violão e guitarra porém tenho uma fixação por saxofone, na verdade quero arrumar tempo pra começar umas aulas.


RR: Se não fosse músico, qual seria sua profissão?

AP: É complicado, minha vida é música e respiro isso de 10 a 14 horas por dia (aulas, ensaios, shows, etc). Gosto muito da área de esportes creio que ficaria entre educação física ou iria lutar MMA (sou viciado nessa coisa).

RR: Qual equipamento você usa atualmente?

AP: Music Man Sting Ray 5, Music Man Bongo 6, Shelter SXJB (com caps fender noiseless, ponte badass bass 2 e trsates Dunlop medium jumbo) e um Ibanez GSR 205 para aulas, ensaios e estudos em casa. Em relação a amplificadores uso dois sets ampeg sendo um com cabeçote SVT 3 pró com a caixa SVT Classic 4x10 e um Ampeg BA 115 (cubo).
Já nos pedais utilizo um equalizer, bass limiter e chorus todos da boss.

RR: Fale um pouco do seu trabalho atualmente.

AP: Desde de 2007 toco na banda Scenes from a Dream (Dream Theater cover), banda Doze (pop rock na noite paulistana) e além de baixista faço também a direção musical da cantora Monica Guedes que em breve sairá na turnê do seu primeiro trabalho de estúdio.


RR:Como você divide sua rotina de estudos?

AP: Olha tento ser o mais equilibrado possível, o próprio DT cover já é uma verdadeira “academia” para os dedos onde a cada show mudamos 80% o repertório e como são musicas longas e com muitas convenções eu acabo sempre com a mão em dia. Em relação a técnica de slap procuro desenvolver sempre em cima de algum repertório e estudos com o metrônomo. Estudo sempre no período da tarde e dou aulas de noite, tem dias que estudo 1 ou 2 horas e tem dias que acabo estudando até 4 horas (quando sobra mais tempo claro), mais nunca passo disso para não cair o rendimento em virtude do cansaço sempre falo para os meus aluno que o desgaste mental atrapalha mais que o desgaste físico na música.

RR:Você é um baixista com notável nível técnico. Já pensou em escrever um método?

AP:Gosto de enfatizar todas as técnicas, não me considero especialista em nenhuma delas mais procuro desenvolver com seriedade e limpeza de execução em cada tipo de técnica. Sobre métodos já pensei sim, tenho muita coisa aqui que desenvolvi para a Cover Baixo nesses 4 anos e meio fora o que desenvolvo para os meus alunos, o que falta mesmo e sentar, planejar, juntar tudo e desenvolver um cronograma específico para um método bem didático.


RR: Quais são suas próximas empreitadas no mundo da música?

AP:Pretendo trabalhar na parte de produção musical, estou começando a gravar em casa onde estou quando finalizando meu home estúdio, gosto muito de gravações e a longo prazo seguir só nessa área juntamente com as aulas claro. Adoro subir nos palcos é algo que me faz bem mais pretendo trocar os palcos pelo estúdio futuramente.


RR:Qual a sua mensagem para os baixistas e leitores do Blog Fala Baixo!?

AP: Quero agradecer primeiramente ao Blog Fala Baixo pelo espaço, e para vocês todos que pretendem viver de música sempre estejam com a técnica em dia e o principal, escutem de tudo, mais de tudo mesmo o preconceito musical te limita e tira sua versatilidade, um musico eclético desenvolve aguça mais sua percepção do que um músico bitolado. Um forte abraço a todos baixistas que seguem o Blog Fala Baixo! 
Agradeço ao Marcio Benedetti (BH Luthieria) e ao Nelson Donizeti (Magna Luthieria) não só pela parceria mais sim pela real amizade e consideração que tenho por esses dois caras.

Bom pessoal, esta foi mais uma magnífica entrevista com um baixista formidávil e um ser humano de coração muito bom! Agradeço a atenção, educação e a disponibilidade de Alexandre Panta por contribuir para o meu trabalho neste blog!

Fiquem com Deus e até a próxima!!!