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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

" É Baixo ou Contrabaixo ?!" - DES-enrolando nomenclaturas Parte - 1

Muitas pessoas, que não possuem noções de música, ou até mesmo aquelas que entedem do assunto, costumam confundir a nomenclatura do nosso querido instrumento. Uns chamam de Contrabaixo, outros usam somente Baixo, e ainda tem quem use termos como Rabecão (!), e no final, tudo fica tão enrolado que não sabemos "quem é quem"...
Bom, Contrabaixo e Baixo, são nomes usados para designar o mesmo instrumento, simples não? A confusão ocorre devido à extensa variação que o contrabaixo possui, tanto em número de cordas, como em estrutura física. Ficou enrolado de novo né? Calma, é só uma questão de referenciais.
O vocábulo "Contrabaixo" é mais comum para fazer referência ao grande "Contrabaixo Acústico", que faz parte da família do violino, que possui 4 ou 5 cordas, e que pode ser tocado com arco ou pizzicato. No entanto, não é proibido usar o termo "Contrabaixo" para designar outras variações do instrumento. Sendo assim, quando queremos nos referir a este tipo de baixo, acrescentamos sua qualificação, ou seja, Contrabaixo Acústico (ou também simplesmente Baixo Acústico). Assim, fica mais claro que estamos nos referindo ao contrabaixo da família do violino, usado em orquestras e em Big Bands de Jazz (Obs: É comum encontrarmos para este tipo de instrumento a nomenclatura errônea de Rabecão, que faz referência a rabeca, instrumento parecido com o violino).
Podemos também usar o mesmo termo, para nos referirmos ao Contrabaixo Elético (ou Eletrônico), ou simplesmente Baixo Elétrico, que é um instrumento da familía da guitarra, de corpo sólido, que começou a se tornar popular e a substituir o uso do Contrabaixo Acústico nas bandas e grupos musicais a partir da década de 1950.
Com o passar dos tempos, surgiram modelos de contrabaixos elétricos com mais de 4 cordas. Uns com 5, com 6, chegando a existir modelos com 12 (exageradas) cordas. Porém, o mais comum (e normal) é vermos baixos elétricos com 4, 5 ou 6 cordas.
Um fato curioso e interessante (e que também causa confusões de nomenclatura) é o de que o contrabaixo elétrico ter surgido primeiro que sua variação acústica: o Baixolão. Exemplo, a guitarra elétrica é a eletrificação do violão, ou seja, o violão passou por um processo chamado eletrificação, o que resultou na guitarra elétrica. Já com o contrabaixo elétrico foi ao contrário: primeiro surgiu o baixo elétrico, e anos mais tarde surgiu sua variação acústica, que é chamada de Baixolão, ou ainda Violão Baixo, Violaxo ou Viola Baixo. Agora, você deve está se perguntando: " E o contrabaixo acústico?! Não é ele a variação acústica do Baixo Elétrico?!". Embora possuam nomes iguais e afinações iguais, esses instrumentos são diferentes em aspectos de Técnicas de execução e estrutura física. Podemos dizer que SIM para a pergunta acima, partindo do referecial que considera a mesma afinação e a possibilidade de tocarmos os mesmo repertórios em ambos os instrumentos, como também a resposta pode ser NÃO, visto que estamos nos referindo ao contrabaixo elétrico, que pertence a familia da guitarra, sendo o Baixolão, sua versão acústica, e que por sua vez pertence a familia do violão. Entendeu?! É, se ficou confuso, vamos fazer um "review" de tudo que falamos até agora:
  • Contrabaixo Acústico: Baixo da família do Violino, que pode ter 4 ou 5 cordas. Instrumento de afinação não temperada (não possui trastes), que é tocado com arco ou pizzicato.
  • Contrabaixo Elétrico: Baixo da famíla da guitarra, que pode ter versões mais comuns com 4, 5 e 6 cordas. Instrumento de afinação temperada ( com trastes sobre a escala) ou não tempereda (sem trates, conhecidos como Fretless). É tocado utilizando diversas técnicas e também com uso de efeitos eletrônicos.
  • Baixolão: Baixo da família do violão, que pode ter 4, 5 e até 6 cordas também. Pode ter afinação temperada ou não, assim como o baixo elétrico, e também pode-se aplicar sobre sua execução diversas técnicas.
No próximo artigo, iremos conversar sobre o Baixo Fretless e o Baixo Vertical.

Você deve está achando uma loucura tudo isso, não é mesmo?! Um mesmo instrumento, com tantas variações, e que por mais que tenham diferenças entre si, como o Baixo acústico e o elétrico, ou tenham número diferentes de cordas, são ligados com uma magia, um encanto, e que com estudo e dedicação, nos possibilitam expressar nossa música e sentimentos por meio de suas "nuances", afinal todos são baixos, contrabaixos, são graves, são únicos, e o principal, possuem a mesma alma.

Abraço a todos e até a próxima!

2 comentários:

  1. Muito legal e didática a tua explicação parabêns
    e muita música boa!!!
    Atenciosamente
    Eduardo M.Dias Baixista

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